Muito além da economia de energia: as catástrofes ambientais causadas pelas fontes de energia não renováveis

 

Todo ano e, até várias vezes no mesmo ano, a história se repete: aumento na tarifa de energia elétrica. O motivo normalmente é o custo da geração desse tipo de energia e o seu consumo inconsciente. No Brasil, por exemplo, as principais fontes de produção são a hidroelétrica e de combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás natural).

A usina hidrelétrica, fonte que gera 90% da energia do país, envolve desvio do curso do rio e, portanto, pode causar grandes impactos ambientais como: remoção de moradores deixando desalojados (alguns casos até reservas indígenas), mudança climática, desaparecimento de espécies de peixes, morte de alguns animais e/ou fuga para refúgios secos, alagamento de florestas (que resulta em apodrecimento de madeira embaixo da inundação e libera gás metano) bem como desmatamento para realização da obra que tem altíssimo custo, muitas vezes financiado com dinheiro público ou, quando de empresa privada, revertida na conta de luz.

Em território brasileiro, ainda que bastante explorados, os combustíveis fósseis estão atrás da fonte hidroelétrica em termos de porcentagem da produção total, mas ainda assim é um número bem expressivo. Porém mundialmente falando, o número é elevadíssimo correspondendo a 80% do total da energia utilizada no mundo. O fato de ser a fonte mais utilizada no planeta é assustador, pois são justamente eles os responsáveis pela maior parcela da poluição ambiental e efeito estufa em virtude da liberação de gases tóxicos.

A água e os combustíveis fósseis são chamados equivocadamente de “fontes renováveis”, sendo que sabemos que ambos são esgotáveis, tanto a água essencial para toda forma de vida (humana, fauna e flora) que está cada vez mais escassa, quanto os combustíveis fósseis que são formados pela decomposição de matéria orgânica por milhões de anos, não havendo tempo suficiente de sua reposição na mesma escala e consumo humanos. Considerando o constante desenvolvimento das cidades e o consumo insconsciente, a matriz energética atual não é sustentável e estima-se que até 2030 haja aumento de 60% do consumo, sendo insuficiente a produção atual e necessária a implantação de ainda mais fontes de geração de energia.

Ponderando todas as catástrofes ecológicas por estas fontes não sustentáveis, certamente é emergencial buscar uma alternativa limpa e sustentável para suprir esta demanda. Embora a energia eólica seja mais limpa do que as mencionadas, ela ainda é incômoda para os moradores devido ao barulho, vibração das hélices e a poluição visual, além de perturbar o fluxo migratório de aves, como acontece na Espanha, por exemplo.

A energia solar, no entanto, é uma energia limpa, renovável e de baixo impacto ambiental, pois se utiliza da luz do sol, que possui grande incidência no território brasileiro e incide em todo o mundo. O funcionamento é silencioso e tem longa vida útil, sendo necessário apenas manutenções de limpeza semestral, com uma instalação ágil e prática feita por técnicos especializados. Com a energia solar é possível reduzir a quase zero a conta de energia e, portanto, obter o retorno do investimento inicial. Além disso, há kits para instalação residencial ou industrial.
Se a solução é tão fácil e acessível, por quanto tempo ainda continuaremos pagando o preço altíssimo da destruição da natureza e de tantas vidas? Temos que repensar nosso consumo, nossos hábitos e melhorar o planeta em que vivemos.

 

Fontes:
Mundo Educação – Geografia – Fontes de Energia do Brasil.

Greenpeace – Notícias – Um erro chamado de hidrelétrica.

Mundo Estranho – Ambiente – Qual o impacto ambiental da instalação de uma hidrelétrica?

Engenharia Sustentável – Combustíveis fósseis e seus impactos ambientais, sociais e geopolíticos.

Guia do Estudante – Resumo de Geografia: Fontes energéticas e suas relações econômicas.

Mosaico – Nova Era da Eletricidade para economia de energia sustentável.

Autossustentável – A Energia Solar no Brasil e Seus Benefícios.

Foto: Brasil 247.