• como funciona a energia solar de forma simples, entenda

    Entenda como funciona a Energia Solar

    Como funciona a Energia Solar

    Captação solar: Durante o dia as placas fotovoltaicas (módulos ou painéis solares) captam a radiação solar e a transformam em eletricidade. Mesmo em dias nublados ocorre a captação.

    Inversão da corrente: É no inversor que ocorre a transformação da energia contínua para a energia alternada, que é a que utilizamos no nosso dia a dia.

    Consumo da energia gerada: Essa energia é distribuída em qualquer área, podendo ser utilizada normalmente para a iluminação, chuveiro, televisão, ar-condicionado e demais eletrodomésticos.

    Energia Excedente: energia excedente é direcionada à concessionária através do relógio bidirecional. O crédito tem validade de 60 meses e, caso o consumidor queira, esta energia pode ser distribuída para qualquer unidade consumidora, desde que seja da mesma concessionária.

    RETORNO MÉDIO

    O prazo médio de retorno do investimento para o sistema fotovoltaico varia conforme a potência do sistema instalado.

    ENERGIA SUSTENTÁVEL

    Gere sua própria energia sem riscos, sem ruídos e em equilíbrio com o meio ambiente.

    GARANTIA DE 25 ANOS

    Garantia de 25 anos de funcionamento do produto pelo fabricante.

    GERE CRÉDITO COM A ENERGIA EXCENDENTE

    A energia que você não utilizar é enviada para a concessionária, e gera um crédito em sua conta de energia; em um mês de menor radiação, esse crédito será consumido ou poderá ser utilizado por outra unidade consumidora.

     

    SISTEMA (ON-GRID)

    Integrado Ao Sistema De Distribuição

    O sistema de captação solar fica integrado ao sistema de distribuição da concessionária da sua região. Sendo assim, um dia que houver mais captação de energia solar do que for consumido, o proprietário da unidade consumidora ficará com crédito de energia para ser utilizado dentro de 5 (cinco) anos (prazo este disponibilizado pela ANEEL). Caso o consumidor queira, o crédito pode ser diluido em outras unidades consumidoras, desde que esta UC seja da mesma distribuidora de energia.

     

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  • A Energia Fotovoltaica no Brasil

    No momento em que a economia brasileira ainda ensaia uma expansão, o setor de energia solar fotovoltaica é extremamente importante e estratégico para o desenvolvimento do Brasil. Com alto potencial de complementar a matriz energética nacional, a fonte solar fotovoltaica promete alavancar diversos setores da economia, recebendo cada vez mais investimentos para seu crescimento e sua democratização, além de ser reconhecidamente a maior fonte de energia renovável geradora de emprego no mundo.

    Acompanhe a entrevista exclusiva para o Portal Solar com Rodrigo Sauaia, Presidente Executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), com base nos depoimentos colhidos durante a InterSolar, maior feira do setor fotovoltaico no mundo, realizada em São Paulo, no final de agosto deste ano.

    Qual o panorama da energia solar fotovoltaica (FT) no Brasil?

    A fonte de energia solar é a mais abundante do planeta e a que mais cresce no Brasil e o mundo. O Brasil é um dos países com o maior potencial de geração de energia solar fotovoltaica. Produzida nos telhados das casas, estacionamentos, fachadas de edifícios ou em usinas solares de grande porte, é uma fonte de energia democrática, grande geradora de empregos, que traz tecnologia, conhecimento e inovação para empresas e universidades que ajudam nosso País a crescer e a se desenvolver com sustentabilidade.

    Quando olhamos dados de performance do setor nesse ano, percebemos que o Brasil está de fato bem posicionado para ser uma liderança mundial na área. Porém, quando olhamos para o uso da tecnologia, do ponto de vista do atendimento e suprimento da demanda, ainda estamos atrasados.

    Enquanto o fator de capacidade média, que representa o índice de produtividade das usinas fotovoltaicas no mundo é de cerca de 11,6%, no Brasil números do Ministério de Minas e Energia (MME) já mostram que chegamos a quase 18%. Ou seja, nossa produtividade e performance é mais de 50% melhor do que a de outros países.

    As regiões Sudeste, Centro Oeste, Norte e Nordeste do País têm um enorme potencial, inclusive para grandes usinas de energia solar. Com esse potencial, a fonte, que há poucos anos era 0,1%, já passa de 1% da matriz elétrica nacional, ultrapassando neste ano a fonte nuclear.

    É importante ressaltar que não queremos competir com as outras renováveis, mas somar, agregar e complementar a matriz elétrica brasileira. Vamos continuar nessa trajetória, assim como as de outras renováveis, que hoje já são parte da liderança do nosso País.

    Quais as estratégias para superar esses desafios e expandir o desenvolvimento da fonte de energia solar fotovoltaica no País?

    Uma dificuldade ainda está no financiamento e no acesso ao crédito no Brasil. Outra situação é que começamos tarde. Precisamos acelerar numa velocidade acima da média para recuperar este atraso.

    Felizmente, com o avanço da tecnologia e a redução expressiva dos custos da energia solar, que, de 2010 pra cá, se barateou em 85%, ganhamos novos mercados. Na geração distribuída (GD), por exemplo, oportunidades se abrem dia após dia. Se, no passado, falávamos do uso dessa tecnologia somente nos telhados dos consumidores de baixa tensão, essa realidade já mudou. Agora, o sistema já está em habitação de interesse social e em prédios públicos. O próprio MME já está “solarizado”.

    O uso no campo também cresce com velocidade, trazendo competitividade e maior previsibilidade para o produtor rural. Além do aumento do uso em comércios e indústrias, existem novos projetos de usinas flutuantes e esperamos que o governo avance no sentido de utilizar a fonte para complementar a capacidade de geração das nossas hidrelétricas.

    O mercado está em franca expansão, principalmente nos últimos dois anos, quando o País recebeu um volume de investimentos impressionante. Somente em geração distribuída, este ano praticamente atingimos até agosto tudo o que foi investido no ano passado, chegando a R$ 2 bilhões em 2019. No acumulado, o volume já passa de R$ 5,5 bilhões. Na geração centralizada já temos mais de R$ 10 bilhões de investimento compromissados até 2023.

    Lembrando que o setor de energia solar fotovoltaica é uma grande locomotiva para geração de empregos no mundo. Dos 11 milhões de empregos gerados pela cadeia de renováveis no planeta, um terço deles provém da fonte solar. Pouco deles no Brasil, mas estamos trabalhando e temos como meta trazer 1 milhão de empregos até 2030.

    Devido ao seu enorme potencial de crescimento, no momento em que nossa economia ainda ensaia uma expansão, ter setores como esse é extremamente importante e estratégico para o desenvolvimento do Brasil.

    Qual é o papel da fonte solar na matriz energética brasileira?

    Sabemos que a fonte solar representa apenas 1,2% da matriz e esse volume está aquém do papel estratégico que essa tecnologia tem a cumprir na matriz. Precisamos combinar as diferentes fontes renováveis e a solar chega para agregar na eficiência energética.

    As fontes renováveis têm sazonalidade ao longo do ano. Os recursos hídricos, por exemplo, passam por período de maior e menor disponibilidade para geração de eletricidade. A eólica e a biomassa, que têm complementaridade com a hídrica, também apresentam um período de baixa de produtividade, de safra e entressafra. Por outro lado, a solar sempre está na safra e, no período seco, tem alta de produtividade.

    Essa menor variabilidade é uma excelente qualidade para complementar de forma robusta nossa matriz. A fonte solar ainda tem outros atributos, como por exemplo o de ajudar a reduzir a demanda por água para atividade de geração de energia elétrica, com o uso de tecnologia de flutuadores em cima dos reservatórios hídricos, preservando em até 70% a evaporação dessa água e ajudando a trazer uma matriz energética mais sustentável.

    Como está a conscientização do consumidor brasileiro em relação à fonte de energia solar fotovoltaica?

    A tecnologia conta com amplo apoio da sociedade. 93% dos brasileiros querem gerar energia renovável para sua casa e 85% da população apoiam mais investimentos públicos em energias renováveis, em especial solar e eólica. Isso vale também para os pequenos negócios, já que 80% instalariam o sistema solar fotovoltaico se tivessem acesso a financiamento competitivo.

    O que tem sido feito para democratizar a fonte solar fotovoltaica no País?

    A fonte alcança qualquer consumidor. Inclusive aqueles que não têm imóvel próprio e moram de aluguel podem fazer o uso dessa energia remotamente. Mesmo sem telhado, é possível acessar qualquer consumidor.
    Também estamos avançando na parte de financiamento para o setor. A ABSOLAR ajudou a mapear as oportunidades de financiamento que eram muito limitadas. Agora já temos mais de 70 linhas de crédito para pequeno, médio e grande portes, mostrando que já avançamos muito. Os tipos de financiamentos estão disponíveis gratuitamente no site da ABSOLAR.

    E a expectativa é que o Brasil tenha uma nova visão, do ponto de vista de governo, de planejamento e de operação, com relação ao uso dessa tecnologia, agregando cada vez competitividade, barateando a conta do consumidor, da indústria, do comércio e do poder público.

    Nesse sentido, o MME tomou a importante decisão de incluir a fonte solar no leilão A-6, além de anunciar que vai antecipar os futuros leilões A-4 e A-6 e isso ajudará o setor e os investidores a se planejarem.

    Quais as expectativas para o leilão A-6 com a entrada da fonte solar fotovoltaica?

    A expectativa é a de que o preço médio de venda da energia elétrica no leilão A-6 seja reduzido. Significa dizer que o consumidor pagará menos. Neste leilão, onde os projetos serão entregues a partir de 2025, já foram cadastrados mais de 29 mil MW em projetos somente da fonte solar fotovoltaica. Esse volume representa cerca de um terço, ou 30%, de tudo que foi cadastrado no certame, que chegou na faixa de 10GW.

    Se o governo quisesse utilizar todo esse portfólio de projeto, seriam mais de R$ 100 bilhões em investimentos privados no setor, agregando à economia milhares de empregos. São números impressionantes. Evidentemente, quando mais fonte solar o governo contratar, mais o setor vai ajudar a reduzir a conta de luz do consumidor.

    Quais os desafios para o empreendedor que quer entrar nesse setor?

    Esse mercado é muito acessível e traz bastante oportunidade. Em GD, já existem 10 mil empresas participando do setor ao redor do País. O grande desafio para o empresário é a capacitação, já que não é um mercado fácil e, por ser acessível, é bastante competitivo.
    Dessa maneira, não adianta só garantir o menor preço, o principal é oferecer qualidade no atendimento, com equipe capacitada e fornecer ao cliente apoio para financiar o projeto.

    Hoje, a maioria dos consumidores autofinancia um projeto. Isso não é sinal de democratização. Uma oportunidade para o setor financeiro é desenvolver produtos para os consumidores que não conseguem, com recursos próprios, o acesso a essa tecnologia.

    No âmbito da profissionalização, a ABSOLAR tem trabalhado com Senai para capacitar profissionais em nível técnico e tem diálogo aberto com universidades para oportunidade de novos cursos, além disso, trabalhamos com o Sebrae na formação de novos empreendedores.

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  • Eletrosul vai construir usina termossolar

    Projeto será implantado em Laguna (SC) para testar eficiência da tecnologia CSP. Custo total será de R$16,5 milhões

    A Eletrosul anunciou um projeto para construção de uma usina que promete ser uma das primeiras do país a utilizar exclusivamente a energia térmica solar para geração de eletricidade. A ordem para a implantação foi assinada nesta sexta-feira, 18 maio.

    Com objetivo de testar a eficiência da tecnologia CSP (Concentrated Solar Power), a Usina Termossolar de Laguna (SC) terá um custo total de R$16,5 milhões e capacidade de geração de 0,25 MW, sendo viabilizada pelo Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica.

    As empresas Eudora Energia e Facto Energy serão responsáveis pela execução do projeto, que tem início previsto para 2019 e a duração total de três anos, incluindo os estudos acadêmicos e científicos. A unidade será instalada numa área de 2,8 hectares cedida pela Prefeitura Municipal de Laguna, na localidade de Caputera, às margens da BR-101.

    A partir do início da operação, a energia gerada vai para rede de distribuição local, podendo ser convertida em créditos para o consumo de espaços públicos sob gestão da administração municipal. Inicialmente, a Eletrosul será responsável pela operação e manutenção do empreendimento, com a opção de transferir para uma instituição de ensino e pesquisa no futuro.

    O sistema da usina termossolar compreende o uso de concentradores cilindro-parabólico, com espelhos curvados, formando estruturas semelhantes a calhas. Elas são suspensas por torres e se movimentam a partir de um mecanismo de rotação que faz com que os espelhos acompanhem a trajetória solar.

    Os raios solares são refletidos pelos espelhos para um tubo que absorve a radiação solar e a transfere, na forma de calor, para um fluido térmico que circula no interior dessa tubulação. O fluido troca calor com um segundo circuito interno, resultando em vapor que impulsiona uma turbina acoplada a um gerador elétrico, produzindo a energia.

    Fonte: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53061706/eletrosul-vai-construir-usina-termossolar

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  • Governo quer mudar legislação para que condomínios produzam sua própria energia solar fotovoltaica

    Alterações permitirão a produção de energia em zonas comuns do prédio

    O Ministério do Ambiente e da Transição Energética pretende rever legislação para permitir que condomínios possam produzir a sua própria energia através de fontes de energia renováveis, como a energia solar fotovoltaica.

    De acordo com fontes governamentais, a medida está atualmente em processo de revisão legislativa, pelo Decreto-Lei 153/2014. A iniciativa passaria a contemplar apenas consumo próprio, sendo introduzidos os conceitos de autoconsumo coletivo e em comunidades.

    Caso essas alterações ocorram, os condomínios poderão usar as zonas comuns do prédio para produzir energia, possibilitando aos moradores do prédio a opção de aderirem ao regime de autoconsumo com a instalação de painéis solares nas varandas.

     

    Fonte:

    Governo quer mudar legislação para que condomínios produzam sua própria energia solar fotovoltaica

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  • Demanda mundial por painéis solares fotovoltaicos dispara em 2019

    Estimativa é crescimento de 83% em relação ao ano anterior, segundo a Energy Trend

    Estudos da Energy Trend estimam que a demanda mundial por painéis solares fotovoltaicos salte dos 11,9 GW no ano passado para 21,8 GW em 2019, um crescimento de 83%. Para 2020, a estimativa é alcançar 24 GW, o equivalente a um aumento de mais de 10%.

    A procura foi maior no primeiro semestre do ano, puxada pelo aumento da demanda mundial e influenciado pela China, que em 2018, com a Nova Política 531, cortou apoio para as energias renováveis, forçando os fabricantes do país a apostar no mercado externo.

    A mudança no governo chinês também se refletiu nas exportações, quando, de junho a dezembro de 2018 chegaram a 26,3 GW. Entre janeiro e maio de 2019, os valores chegaram a 28,5 GW, quase o dobro do ano passado (14,68 GW).

    Com a eliminação das barreiras comerciais do Preço Mínimo de Importação, a Europa foi o principal destino nesse período e as exportações chinesas para os países europeus aumentaram mensalmente.

     

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    Demanda mundial por painéis solares fotovoltaicos dispara em 2019

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  • Brasil é o terceiro maior empregador na cadeia de energia limpa

    Juntos, aquecimento solar de água e energia solar fotovoltaica empregaram mais de 55 mil pessoas em 2018

    O Brasil foi o terceiro maior empregador na cadeia de produção de energias renováveis no mundo em 2018, com 1,12 milhão de trabalhadores. Desse total, segundo a sexta edição do relatório Renewable Energy and Jobs da Irena, o aquecimento solar de água empregou, no ano passado, 41 mil pessoas no País, e a cadeia de energia solar fotovoltaica, mais de 15 mil pessoas.

    No entanto, a posição do País no ranking foi puxada pela cadeia de biocombustíveis, também incluída no relatório, com destaque para o etanol e biodiesel (800 mil empregos), onde o País ficou atrás apenas da China, com 4,07 milhões de empregos, e da União Europeia, que emprega 1,23 milhão de pessoas.

    Em relação à energia eólica, o Irena aponta que o segmento empregou 34 mil pessoas, em 2018 no País. A China detém quase a metade (39%) das vagas de trabalho em renováveis no mundo, com a produção de equipamentos para energia solar fotovoltaica, representando 2,2 milhões desses 4,07 milhões de postos de trabalho e vagas concentradas sobretudo na indústria.

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  • Geração de energia solar atinge 1º Gigawatt no Brasil

    A marca alcançada se refere à geração distribuída. Esses e outros temas ligados à sustentabilidade serão debatidos durante o Fórum Nordeste, que acontece 16 de setembro

    Um dos maiores países do mundo com recurso solar existente, ou seja, nível de radiação para gerar a energia fotovoltaica, o Brasil impulsionou sua eficiência econômica. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o preço dos módulos fotovoltaicos caiu em torno de 80% nos últimos dez anos. E, neste mês de agosto, o Brasil completou seu 1º Gigawatt (GW) de capacidade instalada de sistema fotovoltaico de geração distribuída. Esse representa um grande marco para o País, pois essa geração é responsável pela energia solar em implantações nos telhados, fachadas e pequenos terrenos.

    Atualmente, o Brasil se configura na 11ª posição mundial dos países que mais investiram em energia solar fotovoltaica no ano passado, alcançando 2,4 GW de capacidade instalada acumulada – esse dado inclui a geração distribuída e a geração centralizada, essa última são as grandes usinas que se integram ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A China é o primeiro país desse levantamento, com 45 GW, seguido da Índia, com 10,8 GW. Segundo a Absolar, o mercado tem ficado cada vez mais atrativo devido a dois fatores, principalmente.

    “Um deles é que houve queda no preço para instalação do sistema fotovoltaico no Brasil. O preço do módulo fotovoltaico caiu em torno de 80% nos últimos dez anos. E o segundo fator é a alta tarifária, ou seja, da conta de energia, que ocorre desde 2012”, explicou a vice-presidente de geração distribuída da Absolar e CEO da Bright Strategies, Bárbara Rubim, ao complementar que o retorno do investimento na fonte também tem ficado melhor. “Em 2012, o consumidor tinha retorno do módulo instalado depois de uns 10 a 12 anos. Atualmente, esse retorno chega em cinco a seis anos. E esse sistema pode durar mais de 20 anos”, disse Bárbara.

    Esse cenário de instalação fotovoltaica no Brasil foi possível a partir de 2012, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou uma norma estabelecendo a possibilidade do consumidor poder gerar sua própria energia e obter descontos na sua conta. “O valor de 1 GW alcançado pelo Brasil ainda parece baixo, mas essa revolução no País começou há pouco tempo. Temos muito a crescer. O sistema fotovoltaico não é tão caro hoje. É mais uma percepção cultural de investimento, ou seja, o consumidor criar o hábito de investimento”, comentou Bárbara.

    E, hoje, o consumidor encontra opções de financiamento atrativas, a maioria delas, segundo a Absolar, através de instituições bancárias. Por meio do seu programa FNE Sol, o Banco do Nordeste (BNB) oferece linha de financiamento para pessoas físicas e pessoas jurídicas. “Baseado no projeto que o cliente apresenta, nós apoiamos a sustentabilidade desses investimentos. Geralmente, a média do valor máximo para cada projeto é em torno de R$ 350 milhões”, explicou o superintendente estadual do Banco do Nordeste em Pernambuco, Ernesto Lima Cruz.

    Na geração distribuída, o BNB oferece, para pessoa física, financiamento com pagamento da operação em até oito anos, com seis meses de carência. Para pessoa jurídica, o pagamento pode ser em até 12 anos, incluindo seis meses de carência. A taxa de juros, em média, é de 4,5% ao ano, a depender do local e porte do projeto.

    Apoiador também de projetos fotovoltaicos, o BNDES, através do seu programa Direto 10, oferece possibilidades aos clientes de geração distribuída. “Nosso foco é para micro e pequenas empresas e pessoas jurídicas. Geralmente, são projetos de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões, com até dez anos para pagamento e 12 meses de carência. A taxa de juros varia de 3,8% a 6,6% ao ano”, informou Marcos Romar, contador na Área de Energia do BNDES.

    O banco ainda oferece duas possibilidades para operações com intermédio de agentes financeiros: Fundo Clima e BNDES Finame Energia Renovável. “Pelo Fundo Clima, por exemplo, o financiamento para pessoas físicas tem crescido. Em 2018 foram R$ 15 milhões em operações. Este ano já está em R$ 65 milhões”, disse Felipe Lobo, gerente na Área de Operações e Canais Digitais do BNDES.

    Economia na conta chega a 95%

    Ao observar uma solução para economia de energia, muitos consumidores estão optando para instalar as placas fotovoltaicas em residências e grandes empreendimentos. No ranking de estados do Brasil, Pernambuco se encontra na 11ª posição de potência instalada na geração distribuída, com 28,3 Megawatts (MW) – o que representa 2,8% do Brasil. O primeiro estado é Minas Gerais, com 196,7 MW, equivalente a 19,7% do total do País.

    A execução da geração distribuída requer cuidado para que o projeto apresente eficiência econômica para o consumidor. Desde a concepção do projeto, para estudar sua viabilidade, a taxa de retorno para o cliente, passando pela instalação, até a aprovação da concessionária para a troca do medidor, que, em Pernambuco, é feita pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). E, por fim, ter atenção com o pós-venda, para manutenção preventiva (lavagem das placas) e monitoramento do sistema.

    A Bomtempo Engenharia é uma das empresas que montam esse projeto, com soluções energéticas personalizadas, desde a concepção até o pós-venda. “Do final de 2018 até julho de 2019, crescemos mais de 30% com projetos fechados na empresa, o que representa aumento da demanda pela energia renovável. E o cliente pode ter uma economia de até 95% na sua conta de energia”, explicou o sócio-diretor da empresa, Renato Bomtempo.

    Um dos consumidores que instalaram com a Bomtempo em sua residência foi o professor de enfermagem, Edson Acioli. Com investimento total de R$ 40 mil, foram 24 placas fotovoltaicas. “Observei um aumento de consumo de energia e queria ter uma autonomia para gastar menos. Eu pagava uma conta de R$ 600 e agora vou só pagar a taxa mínima da Celpe para ter um sistema que dura mais de 25 anos”, explicou Acioli.

    Em sua fazenda de produção leiteira, localizada em São Bento do Una, no Agreste de Pernambuco, o empresário da Bom Leite, Stênio Galvão, instalou 336 placas solares em uma área de 1.165 metros quadrados (m²), através da Insole, empresa de geração distribuída de energia solar. “Coloquei na agropecuária, que é a área onde acontece a produção do leite. Vi que era necessário porque eu preciso gerar energia mais de 12 horas por dia”, explicou Galvão, que já fez solicitação para instalação na área da indústria da Bom Leite.

    Leia mais:

    https://www.folhape.com.br/economia/economia/economia/2019/08/30/NWS,114505,10,550,ECONOMIA,2373-GERACAO-ENERGIA-SOLAR-ATINGE-GIGAWATT-BRASIL.aspx

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  • Portugal tem primeiro barco movido a energia solar

    O primeiro barco movido a energia solar foi inaugurado em agosto deste ano em Trás-os-Montes, Portugal, acrescentando, assim, uma nova oferta turística na Albufeira do Azibo, um dos espaços mais procurado no verão.

    “Este barco é uma novidade em Portugal pelas suas caraterísticas muito particulares que permitem a navegação numa área protegida. É uma embarcação eletro-solar, 0% poluente, move-se muito harmoniosamentee não provoca qualquer impacto em nível ambiental”, declarou à imprensa local a promotora turística Ângela Costa, da empresa Sun Azibo Cruzeiros.

    A Albufeira do Azibo está inserida na área do Geopark Terras de Cavaleiros, território que, pela sua singularidade, integra a Rede Mundial de Geoparks da UNESCO.

    A decisão de investir numa embarcação movida a energia solar veio a partir da crescente procura dos últimos anos de pessoas adeptas a exploração da natureza, fauna e flora da albufeira. O nome do barco, “Vitinho”, é em homenagem ao marido de Ângela, que faleceu pouco dias antes da finalização do projeto.

    Numa parceria com o GeoPark Terras de Cavaleiro, são programados três passeios temáticos dedicados à observação de aves e animais aquáticos, sendo que o barco está licenciado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

     

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  • Como funciona a Energia Solar? Sistema on-grid

    SISTEMA (ON-GRID)

    Integrado Ao Sistema De Distribuição

    O sistema de captação solar fica integrado ao sistema de distribuição da concessionária da sua região. Sendo assim, um dia que houver mais captação de energia solar do que for consumido, o proprietário da unidade consumidora ficará com crédito de energia para ser utilizado dentro de 5 (cinco) anos (prazo este disponibilizado pela ANEEL). Caso o consumidor queira, o crédito pode ser diluido em outras unidades consumidoras, desde que esta UC seja da mesma distribuidora de energia.

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  • Crise das queimadas na Amazônia eleva meio ambiente a prioridade nas redes

    Em dez dias, houve mais 8 milhões de tuítes em português sobre temas ligados a meio ambiente

    O debate sobre meio ambiente que tomou as redes por causa dos incêndios na Amazônia teve importância equivalente às discussões sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e as eleições no Brasil. Diferentemente do que aconteceu com a tragédia de Brumadinho, quando as discussões sobre o deslizamento alcançaram um pico nas redes mas depois arrefeceram, a questão amazônica perdura mais do que o habitual nas postagens. O Brasil, portanto, nunca discutiu tanto meio ambiente nas redes.

    Um estudo produzido pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV DAPP) a pedido da BBC News Brasil mostra que, em dez dias, houve mais 8 milhões de tuítes em português sobre temas ligados a meio ambiente. Os tuítes foram coletados entre 17 e 26 de agosto deste ano (até as 10h), e centenas de palavras-chave e associações entre termos foram levadas em consideração na hora da coleta (hashtags e tuítes sobre temas como aquecimento global, reservas ambientais, negacionismo climático, ONGs, entre outros).

    “Pelo volume e pessoas envolvidas, é um dos debates majoritários da história do Brasil em relação a políticas públicas”, diz Lucas Calil, coordenador de linguística e pesquisador da FGV DAPP. “Nunca houve interesse parecido como o atual no tema.”

    O laboratório analisa debates ligados a tópicos como direitos humanos, corrupção, economia, educação, entre outros. Não analisa temas ligados a entretenimento ou futebol, por exemplo, que também têm grande poder de mobilização, nem analisa os tuítes qualitativamente.

    Calil compara a proeminência da discussão de agora sobre meio ambiente a outras com volume de dados muito significativos: greve dos caminhoneiros, julgamento do ex-presidente Lula, impeachment, eleições. Contribuiu para isso o fato de que grandes influenciadores estrangeiros como Donald Trump, o presidente americano, e Emmanuel Macron, presidente francês, também tuitaram sobre o assunto.

    De acordo com o pesquisador da FGV, “o debate segue polarizado, mas agregou mais campos do espectro político se posicionando, com o centro e centro-direita em manifestação mais direta a favor da preservação ambiental”. Apesar disso, diz ele, “os campos políticos principais, oposição e pró-governo, seguem polarizados”, sem mudança de lados em nenhum dos grupos.

    Leia mais na fonte:
    https://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2019/08/crise-das-queimadas-na-amazonia-eleva-meio-ambiente-prioridade-nas-redes.html

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