• O sol nasceu pra todos

    O Brasil é um país tropical. Esse fato, que já foi descrito e cantado por diversos intérpretes, chama a atenção para uma realidade bem menos cantada, mas de igual importância: o enorme potencial de energia solar do país.

    Esse potencial se tornou ainda mais relevante quando, em 2012, a Resolução 482 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) passou a permitir que todo cidadão use seu telhado para gerar sua própria eletricidade e receber descontos em sua conta de luz.

    E não é pouca energia. Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostram que, se todo o potencial teórico de geração de eletricidade nas residências brasileiras fosse aproveitado com sistemas fotovoltaicos, produziríamos o suficiente para abastecer mais de duas vezes o atual consumo residencial. Esse aproveitamento também abriria a possibilidade de geração de, aproximadamente, seis milhões de novos postos de trabalho diretos e indiretos. E significaria uma economia de cerca de R$95 bilhões por ano para a população.

    Para que todos os brasileiros tenham acesso a um sistema fotovoltaico, a energia solar precisa receber mais incentivos do Governo. Dessa forma, conseguiríamos aumentar o uso da energia solar no Brasil e, ao mesmo tempo, incentivar o desenvolvimento da indústria nacional.

    Dentre as medidas que precisam ser alteradas, destacamos a necessidade de serem criadas linhas de crédito subsidiadas que popularizem a aquisição do sistema. Também é imprescindível que os cidadãos tenham a possibilidade de utilizar os recursos de seu Fundo de Garantia (FGTS) para esse fim.

    Em paralelo, é indispensável que tenhamos campanhas de conscientização promovidas pelo poder público e pela sociedade civil, para expandir – entre governantes e cidadãos – os benefícios dessa fonte energética. Somente três em cada dez  brasileiros sabem da possibilidade de gerar sua própria energia, segundo uma pesquisa realizada pelo Greenpeace em conjunto com a Market Analisys em dezembro de 2013.

    Esse cenário precisa mudar. Um melhor aproveitamento do potencial de energia solar no Brasil constitui não só mais segurança energética para o país – que tem enfrentado uma grave crise elétrica e hídrica –, mas também uma enorme contribuição na geração de emprego e renda para os brasileiros.

    Somando-se a isso, essa matriz energética oferece ainda uma importante contribuição na luta contra as mudanças climáticas, na qual todos nós temos papel essencial a desempenhar. Sendo assim, por que não começar por nossos próprios telhados?

     

    Fonte: Greenpeace Brasil.

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  • Veja 10 aparelhos que mais consomem energia elétrica, mesmo desligados:

    Sua conta de energia é alta e você vive procurando lembrar o que fez de errado durante o mês? Se você levou uma vida normal, sem qualquer tipo de consumo extra, como receber visita por alguns dias; é provável que energia elétrica esteja sendo consumida por aparelhos domésticos que você desliga, mas não tira da tomada.

    Sim, a gente sabe que esse é o tipo de conversa que sua avó ou seus pais viviam repetindo por aí, mandando você não esquecer de “puxar” a TV ou o videogame da tomada; mas a verdade é que eles têm razão. Mesmo desligados, os eletrônicos e eletrodomésticos consomem energia elétrica, mesmo sem estar em atividade, para manter suas luzes, timers e outras funções ligadas. Isso obviamente, reflete em sua conta de energia.

    O pior de tudo é que a TV e o videogame, como dissemos, estão longe de serem os únicos vilões no consumo de energia em sua casa. Nem mesmo seu carregador de celular está livre desse problema e pode subir sua conta em até 10%, caso você o deixe conectado à tomada mesmo fora de uso.

    É assim também com o computador, com a cafeteira, com o micro-ondas e com inúmeros outros aparelhos que a gente ama deixar na tomada, só para ver aquela luzinha de stand-by acesa, sabe? Mas, o mais chocante mesmo é a quantidade de energia que eles podem consumir!

     

    1 – Computador

    Seja no escritório, seja em casa, a verdade é que todo mundo tem preguiça de desconectar o computador de mesa da tomada. Não é mesmo?

    O problema é que, mesmo não estando completamente ligado, o desktop consome energia elétrica: em repouso, por exemplo, ele consome até 21W por hora. Em ação, esse consumo passa para 80W por hora, o suficiente para manter quatro lâmpadas fluorescentes ligadas durante todo o dia.

    2 – Videogame

    Outro dos aparelhos que parecem inocentes é o videogame, no entanto, o consumo de energia elétrica desse tipo de eletrônico é alto. Em funcionamento, eles consomem até 23W por hora e, desligados, mas conectados à tomada, eles puxam 1W por hora!

    3 – Aparelho de som

    Sim, essa é uma “espécie em extinção” entre os aparelhos domésticos, mas tem gente que ainda o utiliza e, claro, o deixa ligado constantemente à tomada. Aliás, se estiver desligado, mas plugado, ele consome até 15 W por hora. Isso faz com que ele consuma até 20% mais energia elétrica se passar uma hora desligado, mas plugado, que se passar uma hora ligado em volume baixo.

    4 – Notebook

    Este é um dos aparelhos mais utilizados da lista e, por isso, um dos mais preocupantes. Isso porque, se você deixá-lo ligado à tomada, mesmo desligado, o consumo de energia elétrica é muito alto: mais de 15W por hora.

    5 – Telefone sem fio

    Este é meio complicado de tirar da tomada, mas, na verdade, ele consome bastante energia elétrica. Ao todo, são 3W por hora, durante todo o tempo que ele permanece conectado, mesmo sem estar em operação.

    6 – Micro-ondas

    Sabe quando você não está usando o micro-ondas, mas deixa o timer ligados? Isso é o suficiente para consumir mais de 3W por hora.

    7 – Televisão

    Quem, nesse mundo, desliga a TV da tomada? Ninguém faz isso, mas deveria. Mesmo sem mostrar imagem alguma, se estiver com a luz de stand-by ligada, ela está consumindo energia elétrica por causa de seus painéis de luz, sensores e outros recursos. Só para você saber, ela pode consumir até 3W por hora, mesmo desligada.

    8 – Carregador de celular

    Confesse, você também deixa o carregador do celular ligado na tomada, mesmo quando não está carregando o celular, não é mesmo? Isso pode não parecer nada, mas faz diferença na conta de energia no final do mês, já que o consumo médio de um carregador é de 0,26W por hora quando não está em uso e de 1W a 5W por hora, mesmo quando um aparelho totalmente carregado está ligado nele.

    9 – Decodificador de TV a cabo

    E, se ninguém desliga a TV, o que dizer do decodificador da TV a cabo? Embora seja ótimo só ter que pegar o controle na hora de assistir seu programa favorito, se você fizer um esforço a mais e só ligar este aparelho na tomada neste momento, você vai impedir que ele consuma de 6,5 W a 14 W por hora.

    10 – Cafeteira

    Sim, manter seu cafezinho quente custa dinheiro. A cafeteira elétrica, por exemplo, consome 1W por hora só de ficar com o cabo de energia conectado na tomada.

     

    Fonte: Segredos do Mundo.

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  • São Paulo deve ter 60 ônibus movidos a energia solar até o fim do ano

    Veículos são inspirados nos que rodam em Shenzhen, na China

    A capital paulista deve começar a operar neste ano 60 ônibus elétricos, abastecidos com energia solar. Eles vão circular por linhas que fazem percursos no centro e na zona leste da cidade.

    Os veículos rodam 300 quilômetros com uma carga de duas horas. Fazem mais de 60 km com um litro de combustível. Uma das ideias é que os ônibus se tornem um laboratório de veículos não poluentes, que serão exigidos pela Prefeitura de forma gradual na próxima licitação do sistema de transportes, cujo edital deve ser lançado em agosto.

    Shenzhen, na China, tem 20 milhões de habitantes e cerca de 14 mil ônibus – número próximo ao da capital paulista -, mas 85% são elétricos. A diferença da cidade para outras chinesas que Doria visitou é vista no horizonte: não há nuvem de poluição.

     
    Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

    Foto / divulgação: Wikicommons.

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  • A alvorada da energia solar: Greenpeace Brasil lança estudo que mostra como a energia fotovoltaica pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos para o país

     

     

    Já pensou sobre o que mudaria no seu dia-a-dia se você pudesse gerar sua própria energia, ter mais independência, mais escolhas e menos gastos? Agora imagine como seria nosso país se a energia solar fotovoltaica estivesse na casa de muitas e muitas pessoas. Que tipo de benefícios veríamos na nossa economia? E como essa fonte favoreceria o meio ambiente?

    Para mostrar esse país do futuro, que não está tão longe assim, o Greenpeace Brasil lança o estudo Alvorada – Como o incentivo à energia solar fotovoltaica pode transformar o Brasil. No documento, analisamos  algumas medidas que facilitariam o acesso das pessoas a sistemas fotovoltaicos, tanto para residências quanto para comércios.

    Calculamos, por exemplo, o impacto de o governo liberar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o trabalhador que quer usá-lo na compra de placas solares, como hoje acontece no caso do primeiro imóvel. Ou então, o que aconteceria se fossem menores os tributos que incidem nas placas que compõem os painéis. Baixar essas cobranças irá diminuir em até 20% o preço dos sistemas e, portanto, torná-los mais viáveis para muitas famílias.

    Avaliamos como a Resolução Normativa 687/15, que entrou em vigor em março deste ano, irá impactar em maior adesão à energia solar. E, também, como seria o Brasil em 2030 caso o governo não adote incentivo algum. Ou seja, se continuarmos como estamos hoje.

    “Todas as medidas levantadas no estudo são factíveis e de responsabilidade dos governos municipais, estaduais e federal. Está nas mãos do poder público permitir que, na prática, os brasileiros possam gerar sua própria energia e economizar na conta de luz. Esse estudo mostra quais as melhores saídas para isso”, diz Bárbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

    O documento também aponta como esses incentivos trariam impactos positivos em questões ambientais, sociais e econômicas. Se mais pessoas gerarem sua própria eletricidade, evitaremos que toneladas de gases de efeito estufa sejam despejadas na atmosfera. Isso porque, diminuiríamos a demanda pela energia oferecida pelo governo, oriunda de grandes usinas térmicas que queimam combustíveis fósseis e são altamente poluentes. Também poderíamos tornar desnecessária a construção de novas usinas hidrelétricas na Amazônia.

    Caso todas as medidas propostas sejam adotadas pelo governo, a adesão à energia solar seria tão grande que teríamos 41,4 mil MWp instalados em telhados até 2030. A eletricidade produzida por esses sistemas seria o dobro do valor pretendido com o Complexo Hidrelétrico do Rio Tapajós, na Amazônia. A construção dessa usina irá trazer grandes devastações para o meio ambiente e colocará em risco as populações locais de índios Munduruku.

    A energia solar pode transformar a vida de muitos brasileiros. E, neste estudo, mostramos que ela pode ser a responsável por milhões de vagas no mercado de trabalho de forma direta e indireta. No cenário mais otimista deste estudo, chegaríamos a quase 4 milhões de vagas de trabalho relacionadas à expansão da energia solar.

    “No momento atual, incentivar a energia solar é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada, já que, como aponta o estudo, cumpre um duplo papel: ajuda a população a reduzir seus gastos mensais com eletricidade, ajuda o país no seu compromisso para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. E ainda tem impactos positivos na economia nacional, que passa por uma fase difícil”, diz Rubim.

    Os gráficos abaixo mostram a evolução de alguns indicadores de acordo com três cenários avaliados no estudo: O Brasil continua o mesmo, em que nada mudaria até 2030 em relação aos incentivos à fonte solar; o FGTS para comprar placas solares, que apresenta os impactos dessa medida; e Melhor Brasil. Neste cenário, juntamos todas os incentivos do relatório e mostramos como eles impulsionariam a energia solar e seus benefícios no país.

    O que diz o estudo: 

    • Caso todas as prefeituras dessem R$ 150 de descontos anuais no IPTU para as residências com sistemas fotovoltaicos, até 2030, o governo veria um retorno de  R$ 1,7 bilhão em tributos gerados e recolhidos.
    • Isentar de impostos alguns itens que compõem os sistemas fotovoltaicos irá baratear seus custos e impulsionar as vendas. Em 15 anos, 833.273 vagas de empregos diretas e indiretas seriam criadas como efeito da movimentação desse mercado.
    • O incentivo que se mostrou mais importante para expandir e acelerar a difusão dos sistemas fotovoltaicos no Brasil foi o uso do FGTS. Segundo os cálculos do estudo, hoje é mais vantajoso investir o dinheiro do fundo para comprar um sistema fotovoltaico do que deixá-lo guardo.
    • Se todos os estados deixassem de cobrar ICMS na eletricidade gerada pelo sistema fotovoltaico e injetada na rede de distribuição, mais pessoas veriam vantagens em ter painéis solares. E, até 2030, o Brasil teria deixado de emitir 118,8 milhões de toneladas de gases que agravam o efeito estufa e são responsáveis pelas mudanças climáticas. Hoje, apenas 11 estados têm essa política de isenção do ICMS.
    • Desde março deste ano, está em vigor a Resolução Normativa 687. Ela tornou a microgeração de energia mais vantajosa e, segundo o estudo, será responsável por tantas adesões a placas solares que, em quinze anos, mais de 6 milhões de casas ou comércios estarão produzindo energia em telhados.
    Fonte e imagens: Greenpeace.
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  • O preço da energia e seu impacto no custo de produção

    A energia elétrica é a principal fonte para a maioria das empresas. Como no Brasil o preço da energia é um dos mais altos do mundo, este é um item que representa um alto custo para a produção. Portanto, fazer uso eficiente da energia é vital para um bom desempenho e até mesmo para aumentar a competitividade das empresas. Mas além de economizar, é necessário adotar novas fontes energéticas, especialmente as renováveis, como a eólica e a solar.

    Comparando estas duas fontes sustentáveis, a energia solar está em vantagem, pois é livre de ruídos e vibrações (causados pelas turbinas da fonte eólica), possui valor acessível, além do benefício da grande incidência de sol no Brasil, sendo que a captação ocorre mesmo nos dias nublados. Quando há menor incidência, pode-se utilizar os créditos gerados nos dias em que a produção energética é maior do que o consumo.

    A instalação dos módulos (painéis fotovoltaicos) é prática e ágil, sendo acompanhada por profissionais que a idealizam desde o projeto, visando o melhor custo-benefício de acordo com a necessidade, antes mesmo da execução. É possível projetar o retorno do investimento de acordo com o consumo da unidade e, ainda, a Rakia também se responsabiliza pela homologação, isto é, a regularização, resolvendo a parte burocrática do projeto, proporcionando uma solução inteligente de economia com agilidade e total amparo técnico.

    Fontes: Ecodesenvolvimento e Rakia.

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  • Leis de incentivo à energia solar: uma oportunidade de economizar e cuidar da natureza.

    Enquanto a maior parte da energia produzida no planeta é obtida através de combustíveis fósseis, o Brasil possui 90% da sua energia vinda de hidrelétricas. A baixa dos níveis dos reservatórios de água, no entanto, fez o país pensar em incentivos à energia solar ao longo dos anos.

    Os incentivos à energia solar são um tentativa de favorecer energias limpas e renováveis, ao invés de permitir que o suprimento destas quedas de produtividade seja feito através de combustíveis fósseis altamente poluentes.

    Na prática, estas políticas de favorecimento são uma boa oportunidade para você economizar dinheiro com sua própria conta de luz, e ainda contribuir com a produção de energia não poluente.

    Conheça os principais incentivos à energia solar, e como você pode beneficiar-se deles:

    INCENTIVOS DE ISENÇÃO

    No ano de 2013, foi proposto um projeto de lei no Senado nacional que sugeria a isenção de componentes necessários para a instalação de geração elétrica a partir de energia solar. A proposta, aprovada em 2015, garantia que a instalação de novas plantas de geração e microgeração sejam adquiridas com a isenção de diversos impostos, assim como a isenção de taxas na conta de luz que utilize a geração solar. A isenção de impostos inclui as taxas de importação dos produtos, estimulando a instalação de placas solares.

    MICROGERAÇÃO E CRÉDITOS DE ENERGIA

    Entre os maiores incentivos à energia solar no Brasil, está a regulamentação sobre a microgeração residencial,  estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 2012.

    Esta regulamentação permite que qualquer residência possua painéis solares que possam ser utilizados como forma de geração autônoma de energia. Isso não apenas reduz o consumo de energia obtido através da distribuidora, mas – em horários de pico de produção energética – ainda pode devolver energia à rede de distribuição.

    Este processo de “devolução” é o que gera os chamados créditos de energia, que são créditos energéticos gerados para a residência que produziu mais energia do que consumiu durante um período. Estes créditos são descontados em momentos onde o consumo é maior do que a produção.

    A economia é útil tanto para o consumidor, que diminui sua conta, quanto para o Estado, que recebe menos demanda de fontes de energia mais poluentes – que, em períodos de baixa nos reservatórios de hidrelétricas, costumam ser baseadas na queima de combustíveis fósseis, como carvão mineral e gás natural.

    Fonte: Portal da Energia

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  • Muito além da economia de energia: as catástrofes ambientais causadas pelas fontes de energia não renováveis

     

    Todo ano e, até várias vezes no mesmo ano, a história se repete: aumento na tarifa de energia elétrica. O motivo normalmente é o custo da geração desse tipo de energia e o seu consumo inconsciente. No Brasil, por exemplo, as principais fontes de produção são a hidroelétrica e de combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás natural).

    A usina hidrelétrica, fonte que gera 90% da energia do país, envolve desvio do curso do rio e, portanto, pode causar grandes impactos ambientais como: remoção de moradores deixando desalojados (alguns casos até reservas indígenas), mudança climática, desaparecimento de espécies de peixes, morte de alguns animais e/ou fuga para refúgios secos, alagamento de florestas (que resulta em apodrecimento de madeira embaixo da inundação e libera gás metano) bem como desmatamento para realização da obra que tem altíssimo custo, muitas vezes financiado com dinheiro público ou, quando de empresa privada, revertida na conta de luz.

    Em território brasileiro, ainda que bastante explorados, os combustíveis fósseis estão atrás da fonte hidroelétrica em termos de porcentagem da produção total, mas ainda assim é um número bem expressivo. Porém mundialmente falando, o número é elevadíssimo correspondendo a 80% do total da energia utilizada no mundo. O fato de ser a fonte mais utilizada no planeta é assustador, pois são justamente eles os responsáveis pela maior parcela da poluição ambiental e efeito estufa em virtude da liberação de gases tóxicos.

    A água e os combustíveis fósseis são chamados equivocadamente de “fontes renováveis”, sendo que sabemos que ambos são esgotáveis, tanto a água essencial para toda forma de vida (humana, fauna e flora) que está cada vez mais escassa, quanto os combustíveis fósseis que são formados pela decomposição de matéria orgânica por milhões de anos, não havendo tempo suficiente de sua reposição na mesma escala e consumo humanos. Considerando o constante desenvolvimento das cidades e o consumo insconsciente, a matriz energética atual não é sustentável e estima-se que até 2030 haja aumento de 60% do consumo, sendo insuficiente a produção atual e necessária a implantação de ainda mais fontes de geração de energia.

    Ponderando todas as catástrofes ecológicas por estas fontes não sustentáveis, certamente é emergencial buscar uma alternativa limpa e sustentável para suprir esta demanda. Embora a energia eólica seja mais limpa do que as mencionadas, ela ainda é incômoda para os moradores devido ao barulho, vibração das hélices e a poluição visual, além de perturbar o fluxo migratório de aves, como acontece na Espanha, por exemplo.

    A energia solar, no entanto, é uma energia limpa, renovável e de baixo impacto ambiental, pois se utiliza da luz do sol, que possui grande incidência no território brasileiro e incide em todo o mundo. O funcionamento é silencioso e tem longa vida útil, sendo necessário apenas manutenções de limpeza semestral, com uma instalação ágil e prática feita por técnicos especializados. Com a energia solar é possível reduzir a quase zero a conta de energia e, portanto, obter o retorno do investimento inicial. Além disso, há kits para instalação residencial ou industrial.
    Se a solução é tão fácil e acessível, por quanto tempo ainda continuaremos pagando o preço altíssimo da destruição da natureza e de tantas vidas? Temos que repensar nosso consumo, nossos hábitos e melhorar o planeta em que vivemos.

     

    Fontes:
    Mundo Educação – Geografia – Fontes de Energia do Brasil.

    Greenpeace – Notícias – Um erro chamado de hidrelétrica.

    Mundo Estranho – Ambiente – Qual o impacto ambiental da instalação de uma hidrelétrica?

    Engenharia Sustentável – Combustíveis fósseis e seus impactos ambientais, sociais e geopolíticos.

    Guia do Estudante – Resumo de Geografia: Fontes energéticas e suas relações econômicas.

    Mosaico – Nova Era da Eletricidade para economia de energia sustentável.

    Autossustentável – A Energia Solar no Brasil e Seus Benefícios.

    Foto: Brasil 247.

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    Criado por alunos da Eindhoven University of Technology, na Holanda, o Stella Lux é um carro com painéis solares instalados no teto, que pode transportar quatro pessoas durante 1 mil quilômetros com uma única carga. Além disso, possui itens que o tornam ainda mais seguro, rápido e com um consumo eficiente, como o sistema de geolocalização, que ajuda o motorista a encontrar a rota mais curta. “Ao combinar um design aerodinâmicocom materiais leves, como o carbono e alumínio, os estudantes de Eindhoven chegaram a um formato muito eficiente em termos de energia”, explica Tom Selten, chefe da equipe.

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