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  • O AVANÇO DA ENERGIA SOLAR

    São Paulo – O empresário Luiz Figueiredo usou 1.150 painéis solares para cobrir o lago de sua fazenda e gerar a própria energia. O consultor Carlos Tabacow instalou 18 placas no teto de sua casa e ficou livre da conta de luz. No Rio, uma escola cobriu o telhado com 50 painéis e agora produz metade da energia que consome. Iniciativas como essas começaram a se espalhar pelo País e têm garantido uma escalada dos projetos de microgeração de energia solar no Brasil.

    Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que, de junho de 2013 para cá, o número de conexões de microgeração de energia subiu de 23 para 30.900 – sendo 99% desse montante de energia solar. Mais de dois terços das ligações foram feitas por consumidores residenciais. Eles veem nos painéis solares uma saída para ficarem menos vulneráveis ao encarecimento da energia elétrica no Brasil, cujo custo tem subido bem acima da inflação.

    A exemplo do que ocorreu com a energia eólica, as “microusinas” solares só ficaram acessíveis a uma parte da população, com o barateamento dos equipamentos, quase todos importados. Hoje, para instalar um sistema solar numa residência média, o consumidor vai gastar cerca de R$ 20 mil. Ainda não é um custo que esteja ao alcance da maioria dos brasileiros, mas os prognósticos para o futuro são positivos.

    Apesar da alta do dólar, que tem reflexo direto no custo dos projetos, mudanças nas diretrizes e políticas de alguns países, que estão reduzindo os subsídios à fonte solar, começam a derrubar o preço dos equipamentos, afirma o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia. Essas alterações vão elevar os estoques no mundo e o Brasil pode se beneficiar do movimento.

    Clima

    Do ponto de vista climático, as condições também são favoráveis, uma vez que a irradiação solar no País é ideal para a produção elétrica. Essa vantagem aliada ao fato de que no futuro os consumidores estarão cada vez mais aptos a gerar a própria energia tem provocado uma corrida das empresas para conquistar um pedaço desse mercado, que ainda engatinha no País.

    De olho nesse filão, as distribuidoras de energia, que hoje fazem a intermediação entre geradores e consumidores, decidiram criar empresas com foco na microgeração pegando carona no sucesso de companhias independentes que vinham surfando nessa onda sozinhas.

    Mas, independentemente do atual momento conjuntural, as previsões para a energia solar no Brasil são promissoras por outros fatores. Recentemente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu um empurrão no setor ao decidir financiar pessoas físicas interessadas em microgeração de energia solar. O empréstimo tem taxas que variam de 4,03% e 4,55% ao ano, prazo de carência de 3 a 24 meses e 12 anos para pagar. “É uma linha que representa um marco histórico para o setor”, diz Sauaia.

    Redução na conta de luz

    A possibilidade de gerar a própria energia elétrica e ao mesmo tempo reduzir a despesa mensal levou o consultor de imóveis Carlos Tabacow a investir nos painéis solares e praticamente zerar a conta de luz. Antes da instalação do sistema, ele gastava mensalmente cerca de R$ 600. Agora paga apenas R$ 40 pelo custo da distribuidora. “Em sete anos, terei retorno do investimento feito”, calcula o consumidor, que vê na microgeração um caminho sem volta. “No futuro, não vamos mais depender de concessionária. Cada um vai gerar a própria energia.”

    Na Fazenda Figueiredo, em Cristalina, o projeto do agricultor Luiz Figueiredo não é suficiente para abastecer todo o consumo propriedade. Mas o projeto virou uma referência no mercado. As 1.150 placas solares cobrem boa parte do lago formado com água das chuvas e, além de produzir energia, ajudam a reduzir a evaporação da água – usada para irrigação no período de seca. “O governo já demonstrou interesse em replicar o modelo num trecho de elevação da Transposição do São Francisco”, disse Figueiredo, que gastou R$ 2 milhões no projeto.

    Apesar do consumo da fazenda ser quatro vezes maior à produção do sistema, ele afirma que tem conseguido fazer uma boa economia. “Só com a bandeira vermelha (uma tarifa extra), meu gasto com a conta de luz sobe R$ 20 mil por mês.” Figueiredo planeja construir novas plantas solares. “Mas gosto de fazer tudo com o pé no chão, aos poucos.”

    Fonte: Revista Exame

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  • Captação de energia solar cresce 300% em ano de crise

     

    Em tempos de crise, produzir a própria energia está se tornando um bom negócio. Desde 2013, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) regulamentou as regras da microgeração distribuída de energia, o segmento nunca cresceu tanto como no último ano. No segundo semestre de 2016, o país registrava cerca de quatro mil instalações desse tipo em casas e prédios. Hoje, são cerca de 15 mil, um aumento de 300%.

    No Rio, o boom se refletiu também na quantidade de empresas especializadas na instalação de placas solares. Há dois anos, eram menos de dez no mercado carioca. Hoje, são mais de 30. Gerente de um resort para cães, o técnico em eletrotécnica Marcos Ramalho Nogueira, de 32 anos, entrou há dois anos para o ramo.

    — Com essa expansão do mercado, muita gente mudou de área de atuação para atender à nova demanda — diz Marcos, integrador da Blue Sol Energia Solar, que enumera as vantagens: — Embora o custo de instalação ainda seja caro, existem bancos que fazem financiamento com linhas próprias. A redução na conta de luz é enorme, e o equipamento se paga em, no máximo, oito anos. Isso sem mencionar a questão da sustentabilidade, por ser uma energia limpa.

    No fim do mês, a economia pode chegar a até 95%, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar). A conta só não pode ser zerada porque o consumidor precisa pagar a taxa de disponibilidade da concessionária, para os momentos em que o gerador não capta luz solar.

    — Quando vi a quantidade de sol que batia na minha casa, resolvi investir nas placas. Minha conta chegava a R$ 800 e, hoje, não passa de R$ 100 — diz o ator Felipe Martins, morador de Teresópolis.

     

    Fonte: Globo – Extra.

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  • Geração residencial de energia solar dispara e já passa de 16 mil unidades no Brasil

    Geração residencial de energia solar dispara e já passa de 16 mil unidades no Brasil

    Mais de 16 mil unidades consumidoras de energia hoje também geram sua energia, com capacidade de produzir 182 MW, o equivalente a uma hidrelétrica de médio porte

    A geração “caseira” de energia solar virou um negócio grande no Brasil. O número de sistemas geradores instalados em residências, comércios e indústrias vem crescendo em ritmo acelerado e já chega a 16.311 unidades capazes de gerar 182 MW – o equivalente a uma hidrelétrica de médio porte –, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    De acordo com estudo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o crescimento da microgeração distribuída é impulsionado por três fatores principais: a redução de mais de 75% no preço da energia solar fotovoltaica; o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica nos últimos dois anos; e um aumento na consciência e responsabilidade socioambiental dos consumidores.

    As razões do aumento do número de “prosumidores”

    A expansão do número de “prosumidores” – o consumidor de energia elétrica que também é produtor de energia – ganhou força nos últimos anos. A primeira regulação sobre a instalação de minicentrais de energia de forma não centralizada (ou seja, nas próprias unidades consumidoras de energia) foi publicada em 2012, e apenas há dois anos, em 2015, avanços na regulação do tema permitiram uma real expansão do número de unidades.

    Entre esses fatores estava a possibilidade de o consumidor recolher o imposto somente sobre a energia líquida consumida, ou seja, a diferença entre o que ele produziu e entregou para a rede de distribuição e o que ele precisou receber da rede, em momentos sem sol ou de noite. A possibilidade de guardar créditos com a energia entregue para a rede para abater na conta de luz no futuro ou de usar esses créditos na conta de luz de outras unidades geradoras também só foi pensada em 2015.

    A queda nos juros de financiamento e aumento no preço da energia das distribuidoras também ajudou a tornar mais atraentes os investimentos para instalação das placas e sistemas inteligentes, com retorno do investimento mais rápido.

     

    Fonte: Gazeta do Povo.

     

     

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  • Taxa extra na conta de luz vai subir mais de 40% em novembro

    Aneel reajustou a taxa maior, a bandeira vermelha 2, que passará de R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 quilowatts consumidos.

    A Agência Nacional de Energia Elétrica propôs, na terça-feira (24), mudanças nas taxas extras cobradas na conta de luz. Por causa da crise nos reservatórios, a bandeira de nível mais elevado deve ficar 43% mais cara.
    A conta não está fechando. A Agência Nacional de Energia Elétrica diz que o dinheiro arrecadado com a bandeira tarifária, a taxa extra cobrada na conta de luz, não cobre mais o custo alto.

    As bandeiras funcionam como um sinal de preço: quanto mais cara a geração de energia maior o valor da bandeira. E é justamente a taxa maior, a bandeira vermelha 2, que vai ficar mais cara já em novembro: passará de R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 quilowatts consumidos: um aumento de mais de 40%.

    Já a bandeira vermelha 1 segue com o mesmo valor; a amarela cai de R$ 2 para R$ 1. E a verde continua em zero.
    Apesar de a bandeira vermelha 1 não ter subido e a amarela ter diminuído, isso não significa conta mais barata. É que o governo mudou o jeito de calcular o chamado gatilho, o momento de acionar as bandeiras. Hoje ele leva em conta a expectativa de chuva, mas a partir de novembro, vai considerar também o nível dos reservatórios. Isso quer dizer que a taxa extra provocada pelas bandeiras amarela e vermelha pode aparecer mais vezes na conta de luz, um adicional que atingirá o bolso do consumidor com mais frequência.

    “O sistema tem operado de maneira estressada, com pouca água nos reservatórios, e requerendo outras fontes de geração. Então, tipicamente térmicas, e agora mais recentemente a Aneel autorizou também a importação de energia da Argentina e do Uruguai, exatamente para tentar aliviar um pouco esse estresse pelo qual o sistema está passando”, explicou o diretor da Electra Energy, Fernando Umbria.

    A agência diz que a situação dos reservatórios é crítica e há falta de chuva, o que eleva os gastos. No Sudeste e Centro-Oeste, nas usinas responsáveis pela maior parte do abastecimento do país, o nível está em 18,77%, praticamente o pior da série histórica, que foi em outubro de 2014, 18,74%. E é menor que na época do racionamento em outubro de 2001, quando o nível estava em 21%. E a previsão é piorar: em novembro, o nível desses reservatórios deve chegar a 15%. Em 2001, no mesmo mês, estava em 23,19%.

    No Nordeste, o nível dos reservatórios é menos de 7%. Reservatórios baixos levam ao acionamento das termelétricas, que produzem energia mais cara. A energia gerada em hidrelétricas no Norte custa em torno de R$ 200 o megawatt/hora. Nas térmicas a óleo diesel, R$ 1,2 mil o megawatt/hora: seis vezes mais.

    A Agência Nacional de Energia Elétrica diz que não há risco de racionamento. “Risco de abastecimento não tem, mas cada vez mais temos que acionar recursos termelétricos que custa muito caro”, disse o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.

     

    Fonte: Jornal Nacional – G1.

     

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  • Setor solar fotovoltaico deve movimentar R$ 4,5 bi no Brasil, diz associação

    De acordo com a Absolar, País deve atingir a marca de 1 mil megawatts até o final 2017, com a criação de cerca de 20 mil novos empregos
    O setor solar fotovoltaico brasileiro está em franca expansão e deverá movimentar mais de R$ 4,5 bilhões até o final de 2017. A projeção é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), entidade nacional que representa o segmento, e foi divulgada nesta segunda-feira (30/10).

    De acordo com a associação, o Brasil deverá atingir a marca histórica de 1 mil megawatts (MW) da fonte solar fotovoltaica operacionais na matriz elétrica nacional ainda neste ano, saltando de aproximadamente 90 MW em janeiro, um crescimento de mais de 11 vezes no período.

    Com a evolução do setor em 2017, a Absolar projeta a criação de cerca de 20 mil novos empregos no País. Segundo estatísticas internacionais do setor, para cada megawatt instalado em um determinado ano, são gerados de 25 a 30 novos postos de trabalho qualificados.

    Radar

    O crescimento deste ano colocará o Brasil no radar dos principais mercados de energia solar fotovoltaica do planeta, e no seleto grupo das 30 nações que mais investem em energia renovável, limpa e de baixo impacto ambiental através do sol.

    “O Brasil possui um dos melhores recursos solares do mundo e, com um programa nacional estruturado para desenvolver este setor, poderá se tornar um dos dez maiores mercados fotovoltaicos nos próximos anos. Hoje já somos referência em energia hidrelétrica, biomassa e eólica, e não podemos ficar para trás na área solar, cada vez mais estratégica no setor elétrico internacional”, comenta o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia.
    Como funciona

    A energia solar é gerada pela luz do sol que incide diretamente – ou por meio de reflexo – em painéis de materiais semicondutores (silício). Esses últimos contêm células menores, que ficam dispostas em duas camadas, uma positiva e outra negativa. Quando a energia do sol chega, o material semicondutor faz com que os elétrons se movimentem entre as duas camadas e gerem uma corrente elétrica contínua.

    Como as pessoas consomem eletricidade por meio de uma corrente alternada, é necessário o uso de um inversor para transformar a corrente contínua.

    Distribuição

    O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, afirma que o órgão atua em duas vertentes para difundir a energia solar no Brasil. Uma é a geração distribuída, que vem crescendo conforme diminui o prazo para recuperar o investimento. Outra são os leilões para comprar energia solar de forma centralizada.

    Pepitone explica que o Brasil tem um grande potencial para a geração de energia solar, superior até ao de outros países onde esse tipo de fonte é bastante usado para gerar energia elétrica.

    “Observe que o pior sol do Brasil, que está lá no Paraná e tem uma irradiação de 1500KWh m2/ano, é superior ao melhor sol da Alemanha”, compara.

     

    Fonte: Correio.

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  • Construções do Minha Casa, Minha Vida passarão a ter painéis de energia solar

    Uma boa notícia para os beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida pode estar prestes a ser anunciada. De acordo com a posição do ministro das cidades Bruno Araújo, uma equipe estaria trabalhando para implementar uma portaria que determinasse que imóveis do programa ganhem painéis de geração de energia solar. A novidade teria sido anunciada pelo ministro durante um evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), segundo informações da Agência Brasil.

    A novidade surge após a divulgação de um estudo realizado em parceria com a Fiesp e com Furnas sobre a implementação de energia fotovoltaica nas unidades do programa habitacional. De acordo com o veículo, o ministro assegurou que novas informações sobre a decisão deverão ser anunciadas ainda nesta semana. A expectativa é que os imóveis construídos a partir de 2018 já estejam gerando energia solar.

    O estudo aponta ainda que o custo das moradias não deverá sofrer alterações com a implantação dos painéis de geração de energia fotovoltaica, que serão adicionados ao telhado das construções. Apesar disso, a energia solar não deverá substituir completamente a energia tradicional nos imóveis do programa, mas servir como um complemento, gerando parte da energia utilizada no imóvel e reduzindo o valor da conta.

    Desde a segunda fase do Minha Casa, Minha Vida, todas as residências do programa para famílias com renda de até três salários mínimos localizadas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste já precisavam vir obrigatoriamente equipadas com sistemas de captação de energia solar. O uso desta energia era destinado ao aquecimento da água do chuveiro, segundo informações do Portal Brasil.

     

    Fonte: Hypeness.

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  • Aneel eleva cobrança máxima da bandeira tarifária de R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 kWh

    Aneel eleva cobrança máxima da bandeira tarifária de R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 kWh

    Reajuste de 42,8% do patamar 2 da bandeira vermelha valerá já para o mês de novembro. Proposta da Aneel, no entanto, também passará por consulta pública, onde pode ser alterada.

    A agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (24) um aumento de 42,8% para o valor do patamar 2 da bandeira tarifária vermelha. Com o reajuste, a taxa extra cobrada nas contas de luz quando essa bandeira é acionada passará de R$ 3,50 para R$ 5,00 a cada 100 kWh consumidos.
    Segundo a decisão da Aneel, o novo valor passará a valer já a partir de novembro. Entretanto, se trata de uma proposta que passará por audiência pública e poderá ser alterada em uma votação posterior à audiência.
    De acordo com o diretor da Aneel Tiago Correia, a aplicação imediata do novo valor vai evitar um déficit ainda maior na conta que arrecada os recursos das bandeiras tarifárias, que já registra prejuízo.
    Esses recursos são usados para cobrir o aumento no custo da geração de energia no país, que ocorre quando a falta de chuvas faz cair muito o nível de armazenamento de água dos reservatórios das hidrelétricas e é necessário acionar mais termelétricas – que geram energia mais cara.
    Nesse momento, a estiagem atinge os reservatórios das principais hidrelétricas do país e ao longo de outubro já está valendo o patamar 2 da bandeira tarifária vermelha. Neste mês, o valor da bandeira inda será de R$ 3,50 para cada 100 kWh consumidos
    A proposta da agência reguladora manteve em R$ 3,00 o valor do patamar 1 da bandeira vermelha. Já a taxa da bandeira amarela cairá pela metade, de R$ 2 para R$ 1 a cada 100 kWh consumidos.

    Mudança no gatilho
    Em compensação, a Aneel alterou também os gatilhos de acionamento das bandeiras. O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, explicou que a mudança da metodologia permitirá que o acionamento da bandeira passe a levar em consideração também o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
    Hoje, para o acionamento das bandeiras, são analisados o custo de geração da térmica mais cara acionada e a expectativa de chuvas.
    Com a mudança, a bandeira amarela deve passar a ser acionada antes do que geralmente ocorre.
    A mudança nos patamares foi proposta depois que a Aneel verificou que os atuais valores não têm sido suficientes para pagar pelo custo extra de geração da energia com o uso mais intenso de termelétricas.
    Com os reservatórios das usinas hidrelétricas cada vez mais baixos, por causa da falta de chuvas, o sistema elétrico depende cada vez mais de usinas térmicas, que geram energia mais cara pois funcionam por meio da queima de combustíveis.

     

    Fonte: G1.

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  • EUA: investimento em energia renovável evitou 12 mil mortes. E no Brasil?

    Dado consta de estudo publicado na revista científica Nature Energy; óbitos seriam causados por problemas de saúde relacionados à poluição do ar

    Substituir o uso de combustíveis fósseis (originários do petróleo e do carvão) por alternativas menos poluentes contribui para a melhoria da qualidade do ar, o que reduz os riscos de mortes prematuras. A conclusão é de um estudo da Universidade de Berkeley, na Califórnia (EUA), publicado em agosto na conceituada revista científica Nature Energy.

    A pesquisa demonstra que, entre 2007 e 2015, a melhoria na qualidade do ar de várias cidades americanas levou a uma economia entre US$ 29,7 bilhões e US$ 112,8 bilhões – dependendo da região – e poupou de 3 mil a 12,7 mil mortes prematuras que seriam causadas por problemas de saúde relacionados à poluição do ar. Os investimentos em energia solar e eólica teriam sido, portanto, fundamentais para esses números, aponta o estudo.

    Enquanto no Brasil a maior fonte de geração de energia são as hidrelétricas, os Estados Unidos têm o gás natural e as termelétricas movidas a carvão como principais vetores de sua matriz energética.

    O principal autor do estudo, Dev Millstein, afirmou que o maior benefício da melhoria na qualidade do ar reside no fato de que a redução na emissão de poluentes ajudou a evitar milhares de mortes. “Também houve diminuições na incidência de asma, bronquite, enfartes não-fatais, visitas ao pronto-socorro por problemas respiratórios, cardiovasculares e nas faltas ao trabalho e escola”, acrescentou.

    E no Brasil?

    Aqui no Brasil, apenas na cidade de São Paulo, 12.796 vidas seriam poupadas até 2050 caso houvesse 100% da substituição do diesel pela matriz elétrica. A mudança também evitaria gastos da ordem de R$ 3,8 bilhões por causa da perda de produtividade decorrente das mortes, segundo estudo do Instituto Saúde e Sustentabilidade, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), divulgado no último mês de maio.

    A pesquisa analisou três cenários elaborados pela organização não governamental Greenpeace. O pior reflete a continuidade das políticas públicas atuais. Se mantida essa situação até 2050, seriam contabilizadas 178.155 mortes que podem ser atribuídas à poluição do ar por causa da emissão de material particulado fino, uma característica do uso do diesel.

    De acordo com um dos autores do estudo, o médico Paulo Saldiva, diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), os poluentes da queima do diesel podem aumentar o risco de derrame, além de câncer de pulmão e bexiga.

     

    Fonte: Correio.

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  • Hangar, centro de convenções em Belém, será abastecido em 70% com energia solar

    Hangar, centro de convenções em Belém, será abastecido em 70% com energia solar

    O projeto foi dividido em quatro fases e já tem 1/3 de suas instalações concluído. A mini usina de energia tem previsão de conclusão para dezembro e deverá entrar em operação até março de 2018, compondo um dos maiores empreendimentos do gênero no Brasil.

    Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, localizado no bairro do Marco, em Belém, terá 70% do seu consumo de energia elétrica abastecido com energia solar. A mini usina de energia, que será instalada no estacionamento do complexo de eventos, tem previsão de conclusão para dezembro e deverá entrar em operação até março de 2018, compondo um dos maiores empreendimentos do gênero no Brasil. O projeto foi dividido em quatro fases e já tem 1/3 de suas instalações concluído.

    O secretário da Sedeme Adnan Demachki explicou que a Sedeme implantou um programa de estímulo à produção de energia solar no Estado, fomentando essa nova matriz a partir da adesão do Executivo Estadual ao convênio do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços (ICMS), do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que isenta de ICMS projetos, de pessoas jurídicas ou físicas com produção de até 1 MW (megawatt), de energia fotovoltaica (solar).

    Ele disse, ainda, que privilegiou a energia solar porque além de ela estar permanentemente disponível, no Pará os dias costumam ter mais horas de luz do que na maioria dos outros estados brasileiros pela proximidade com a linha do Equador, e também por tratar-se de uma energia limpa, ou seja, ambientalmente correta. E não bastasse o ganho ambiental, Demachki frisou que há os ganhos econômicos, pois, além da produção da energia solar ser mais barata que a convencional, a não cobrança do ICMS é um diferencial.

    Em fevereiro deste ano, a Sedeme apoiou a instalação e operação da primeira usina de energia solar do Brasil no formato de cooperativa. Ela já funciona em Paragominas, no sudeste paraense, implantada por 23 consumidores da própria cidade com apoio e orientação da secretaria.

    A energia gerada pelas plantas fotovoltaicas vai atender 70% do consumo do Hangar, podendo ser ampliada. No entanto, para garantir energia à noite e em dias de forte nebulosidade, o sistema continuará conectado à rede de fornecimento de eletricidade convencional, em sistema de compensação.

     

    Fonte: texto adaptado de G1.

    Foto: G1.

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  • Brasil deve integrar Top 20 em energia solar em 2018

    De acordo com o boletim do setor, País tem 2,6 GW contratados, com previsão de entrada em operação até 2018.

    O Brasil deve integrar o ranking dos 20 maiores produtores de energia solar em 2018. A expansão do uso do recurso no País, bem como a potência de 2,6 GW de geração centralizada, já contratada, vão colaborar para que a meta seja alcançada.

    A informação está no boletim “Energia Solar no Brasil e no Mundo – Ano de Referência – 2015”, publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A publicação aponta que, em 2014, foram contratados 31 projetos em leilões (890 MW) e, em 2015, 63 projetos (1.763 MW). Ambos totalizaram 2.653 MW de capacidade instalada.

    Entre os países com maior potência instalada estão: China, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Itália. O grupo responde por 68% do total mundial nessa fonte. Em 2015, a China alcançou o 1º lugar no ranking mundial de geração e os Estados Unidos ficaram em 2º, ambos superando a Alemanha, líder do ranking em 2014.

     

    Oferta mundial

    Até o final de 2015, todos os países do mundo computavam uma potência instalada solar fotovoltaica de 234 GW, considerando também a expansão de 52 GW no ano.

    De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (IEA), a geração solar poderá responder por cerca de 11% da oferta mundial de energia elétrica em 2050 (5 mil TWh). A área coberta por painéis fotovoltaicos capaz de gerar essa quantidade é de 8 mil km², o equivalente a um quadrado de 90 km de lado.

    Para 2024, a estimativa do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE-2024), é que a capacidade instalada de geração solar no Brasil chegue a 8.300 MW. A proporção da geração solar chegará a 1% da total. Os estudos do PDE 2025, em elaboração, sinalizam a ampliação dessas previsões.

     

    Geração distribuída

    O número de instalações solares distribuídas apresenta crescimento no Brasil. Em oito meses, essas instalações triplicaram no País, aproximando-se de 4000 unidades, com potência média de 7,4 KW.

    Os estudos do Plano Nacional de Energia (PNE 2050), em elaboração pela Empresa de Pesquisa Energética, estimam que 18% dos domicílios de 2050 contarão com geração fotovoltaica (13% do consumo residencial).

    Para ampliar ações de estímulo à geração distribuída, o Banco do Nordeste lançou uma linha de crédito para ampliar ações nessa área. O financiamento utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e tem prazo de pagamento de até 12 anos, com um ano de carência.

    O crédito do Banco do Nordeste é destinado a empresas agroindustriais, industriais, comerciais e de prestação de serviços, além de produtores rurais, cooperativas e associações beneficiadas ou não com recursos do FNE.

     

    Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia.

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