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  • Crise das queimadas na Amazônia eleva meio ambiente a prioridade nas redes

    Em dez dias, houve mais 8 milhões de tuítes em português sobre temas ligados a meio ambiente

    O debate sobre meio ambiente que tomou as redes por causa dos incêndios na Amazônia teve importância equivalente às discussões sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e as eleições no Brasil. Diferentemente do que aconteceu com a tragédia de Brumadinho, quando as discussões sobre o deslizamento alcançaram um pico nas redes mas depois arrefeceram, a questão amazônica perdura mais do que o habitual nas postagens. O Brasil, portanto, nunca discutiu tanto meio ambiente nas redes.

    Um estudo produzido pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV DAPP) a pedido da BBC News Brasil mostra que, em dez dias, houve mais 8 milhões de tuítes em português sobre temas ligados a meio ambiente. Os tuítes foram coletados entre 17 e 26 de agosto deste ano (até as 10h), e centenas de palavras-chave e associações entre termos foram levadas em consideração na hora da coleta (hashtags e tuítes sobre temas como aquecimento global, reservas ambientais, negacionismo climático, ONGs, entre outros).

    “Pelo volume e pessoas envolvidas, é um dos debates majoritários da história do Brasil em relação a políticas públicas”, diz Lucas Calil, coordenador de linguística e pesquisador da FGV DAPP. “Nunca houve interesse parecido como o atual no tema.”

    O laboratório analisa debates ligados a tópicos como direitos humanos, corrupção, economia, educação, entre outros. Não analisa temas ligados a entretenimento ou futebol, por exemplo, que também têm grande poder de mobilização, nem analisa os tuítes qualitativamente.

    Calil compara a proeminência da discussão de agora sobre meio ambiente a outras com volume de dados muito significativos: greve dos caminhoneiros, julgamento do ex-presidente Lula, impeachment, eleições. Contribuiu para isso o fato de que grandes influenciadores estrangeiros como Donald Trump, o presidente americano, e Emmanuel Macron, presidente francês, também tuitaram sobre o assunto.

    De acordo com o pesquisador da FGV, “o debate segue polarizado, mas agregou mais campos do espectro político se posicionando, com o centro e centro-direita em manifestação mais direta a favor da preservação ambiental”. Apesar disso, diz ele, “os campos políticos principais, oposição e pró-governo, seguem polarizados”, sem mudança de lados em nenhum dos grupos.

    Leia mais na fonte:
    https://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2019/08/crise-das-queimadas-na-amazonia-eleva-meio-ambiente-prioridade-nas-redes.html

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  • Governo do Ceará participa de feira internacional de energia solar em São Paulo

    O potencial de geração de energia solar cearense é destaque na maior feira da América do Sul voltada ao setor. Com o objetivo de atrair empresas do segmento e alavancar a economia na área de energias renováveis, o Governo do Ceará participa da Intersolar South America. O evento acontece dos dias 27 a 29 de agosto, no Expor Center Norte, em São Paulo.

    Um estande de 36 metros quadrados da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), está instalado na feira e conta com a presença do presidente, Eduardo Neves e da Secretária Executiva da Indústria, Roseane Medeiros. Também marcam presença na mostra o secretário executivo de Energia e Telecomunicações da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), Adão Linhares, o coordenador comercial do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), Raul Viana, e demais técnicos das secretarias e vinculadas.

    “O desenvolvimento do setor de energias renováveis está entre as prioridades do Governo do Ceará, tendo em vista nossa vocação. Montamos essa estrutura no evento para receber investidores, apresentar nosso potencial e os motivos pelos quais é vantajoso investir em energia solar no Estado. A movimentação tem superado as expectativas já no primeiro dia de evento e o nosso maior objetivo é alavancar a cadeia produtiva, que já é praticamente completa no setor de energia eólica. Para isso, contamos com a presença de um time eficaz de representantes do Governo”, comenta Eduardo Neves.

    Atlas Eólico e Solar

    Com o objetivo de compilar os dados do Ceará e facilitar a identificação de áreas com melhores recursos eólico e solar, um estudo pioneiro no Brasil deve ser lançado ainda no segundo semestre desse ano. Em fase de finalização, o Atlas Eólico e Solar do Ceará é uma demanda da Câmara Setorial de Energias Renováveis da Adece e está sendo desenvolvido por meio de um convênio entre a Agência, Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

    “Estamos antecipando as boas informações que devem ser anunciadas no Atlas Eólico e Solar do Ceará. O potencial do nosso Estado surpreende com mais de 640 gigawatts de capacidade instalável em 68.164 quilômetros quadrados de áreas aptas para instalação de usinas de geração solar fotovoltaica. Tudo isso em pleno cinturão solar do Nordeste brasileiro”, explica Adão Linhares.

    O atlas conta ainda com informações referentes às áreas degradadas do Estado, impossibilitadas para a agricultura, porém apropriadas para a geração de energia solar. Regiões como Inhamuns e médio Jaguaribe, por exemplo, além de altos níveis de radiação solar, oferecem terrenos de baixo custo para a viabilização de novos projetos.

     

    Fonte:

    https://www.ceara.gov.br/2019/08/27/governo-do-ceara-participa-de-feira-internacional-de-energia-solar-em-sao-paulo/

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  • Brasil e China discutem energia solar em Fórum Internacional

    Evento será realizado dia 26 de agosto, no Hotel Meliá Paulista, em São Paulo, a fim de promover o desenvolvimento sustentável da fonte fotovoltaic

    A CRES (China Renewable Energy Society) realizará no dia 26 de agosto, em São Paulo, o ‘Fórum Internacional Fotovoltaico Brasil-China 2019’ para promover o desenvolvimento saudável e sustentável da energia solar. O evento também pretende impulsionar a diminuição da emissão de poluentes e estimular o crescimento econômico.

    Participarão do evento o Ministério de Minas e Energia – MME, o Ministério da Economia – MDIC, a Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, além de instituições financeiras, distribuidoras e instaladoras solares do Brasil, consumidores de energia solar nos países da América Latina e fabricantes e integradores de sistemas fotovoltaicos.

    O encontro irá focar nas áreas de estudo e pesquisa da tecnologia, no projeto-piloto, no investimento financeiro, na cooperação da energia e de produção, no reconhecimento mútuo das normas e no treinamento pessoal, a fim de promover a cooperação internacional entre a China e o Brasil no setor de energia solar.

    A energia solar é um dos novos setores estratégicos da China, caracterizada por uma cadeia industrial completa (melhores e mais avançados processos). O país está em primeiro lugar do mundo na sua produção, na utilização e no mercado de produtos fotovoltaicos da energia solar. Nesse sentido, a experiência do desenvolvimento da China neste setor pode ser utilizada pelos países da América Latina, como Brasil.

     

    Fonte: Portal Solar

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  • O AVANÇO DA ENERGIA SOLAR

    São Paulo – O empresário Luiz Figueiredo usou 1.150 painéis solares para cobrir o lago de sua fazenda e gerar a própria energia. O consultor Carlos Tabacow instalou 18 placas no teto de sua casa e ficou livre da conta de luz. No Rio, uma escola cobriu o telhado com 50 painéis e agora produz metade da energia que consome. Iniciativas como essas começaram a se espalhar pelo País e têm garantido uma escalada dos projetos de microgeração de energia solar no Brasil.

    Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que, de junho de 2013 para cá, o número de conexões de microgeração de energia subiu de 23 para 30.900 – sendo 99% desse montante de energia solar. Mais de dois terços das ligações foram feitas por consumidores residenciais. Eles veem nos painéis solares uma saída para ficarem menos vulneráveis ao encarecimento da energia elétrica no Brasil, cujo custo tem subido bem acima da inflação.

    A exemplo do que ocorreu com a energia eólica, as “microusinas” solares só ficaram acessíveis a uma parte da população, com o barateamento dos equipamentos, quase todos importados. Hoje, para instalar um sistema solar numa residência média, o consumidor vai gastar cerca de R$ 20 mil. Ainda não é um custo que esteja ao alcance da maioria dos brasileiros, mas os prognósticos para o futuro são positivos.

    Apesar da alta do dólar, que tem reflexo direto no custo dos projetos, mudanças nas diretrizes e políticas de alguns países, que estão reduzindo os subsídios à fonte solar, começam a derrubar o preço dos equipamentos, afirma o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia. Essas alterações vão elevar os estoques no mundo e o Brasil pode se beneficiar do movimento.

    Clima

    Do ponto de vista climático, as condições também são favoráveis, uma vez que a irradiação solar no País é ideal para a produção elétrica. Essa vantagem aliada ao fato de que no futuro os consumidores estarão cada vez mais aptos a gerar a própria energia tem provocado uma corrida das empresas para conquistar um pedaço desse mercado, que ainda engatinha no País.

    De olho nesse filão, as distribuidoras de energia, que hoje fazem a intermediação entre geradores e consumidores, decidiram criar empresas com foco na microgeração pegando carona no sucesso de companhias independentes que vinham surfando nessa onda sozinhas.

    Mas, independentemente do atual momento conjuntural, as previsões para a energia solar no Brasil são promissoras por outros fatores. Recentemente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu um empurrão no setor ao decidir financiar pessoas físicas interessadas em microgeração de energia solar. O empréstimo tem taxas que variam de 4,03% e 4,55% ao ano, prazo de carência de 3 a 24 meses e 12 anos para pagar. “É uma linha que representa um marco histórico para o setor”, diz Sauaia.

    Redução na conta de luz

    A possibilidade de gerar a própria energia elétrica e ao mesmo tempo reduzir a despesa mensal levou o consultor de imóveis Carlos Tabacow a investir nos painéis solares e praticamente zerar a conta de luz. Antes da instalação do sistema, ele gastava mensalmente cerca de R$ 600. Agora paga apenas R$ 40 pelo custo da distribuidora. “Em sete anos, terei retorno do investimento feito”, calcula o consumidor, que vê na microgeração um caminho sem volta. “No futuro, não vamos mais depender de concessionária. Cada um vai gerar a própria energia.”

    Na Fazenda Figueiredo, em Cristalina, o projeto do agricultor Luiz Figueiredo não é suficiente para abastecer todo o consumo propriedade. Mas o projeto virou uma referência no mercado. As 1.150 placas solares cobrem boa parte do lago formado com água das chuvas e, além de produzir energia, ajudam a reduzir a evaporação da água – usada para irrigação no período de seca. “O governo já demonstrou interesse em replicar o modelo num trecho de elevação da Transposição do São Francisco”, disse Figueiredo, que gastou R$ 2 milhões no projeto.

    Apesar do consumo da fazenda ser quatro vezes maior à produção do sistema, ele afirma que tem conseguido fazer uma boa economia. “Só com a bandeira vermelha (uma tarifa extra), meu gasto com a conta de luz sobe R$ 20 mil por mês.” Figueiredo planeja construir novas plantas solares. “Mas gosto de fazer tudo com o pé no chão, aos poucos.”

    Fonte: Revista Exame

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  • Captação de energia solar cresce 300% em ano de crise

     

    Em tempos de crise, produzir a própria energia está se tornando um bom negócio. Desde 2013, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) regulamentou as regras da microgeração distribuída de energia, o segmento nunca cresceu tanto como no último ano. No segundo semestre de 2016, o país registrava cerca de quatro mil instalações desse tipo em casas e prédios. Hoje, são cerca de 15 mil, um aumento de 300%.

    No Rio, o boom se refletiu também na quantidade de empresas especializadas na instalação de placas solares. Há dois anos, eram menos de dez no mercado carioca. Hoje, são mais de 30. Gerente de um resort para cães, o técnico em eletrotécnica Marcos Ramalho Nogueira, de 32 anos, entrou há dois anos para o ramo.

    — Com essa expansão do mercado, muita gente mudou de área de atuação para atender à nova demanda — diz Marcos, integrador da Blue Sol Energia Solar, que enumera as vantagens: — Embora o custo de instalação ainda seja caro, existem bancos que fazem financiamento com linhas próprias. A redução na conta de luz é enorme, e o equipamento se paga em, no máximo, oito anos. Isso sem mencionar a questão da sustentabilidade, por ser uma energia limpa.

    No fim do mês, a economia pode chegar a até 95%, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar). A conta só não pode ser zerada porque o consumidor precisa pagar a taxa de disponibilidade da concessionária, para os momentos em que o gerador não capta luz solar.

    — Quando vi a quantidade de sol que batia na minha casa, resolvi investir nas placas. Minha conta chegava a R$ 800 e, hoje, não passa de R$ 100 — diz o ator Felipe Martins, morador de Teresópolis.

     

    Fonte: Globo – Extra.

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  • Geração residencial de energia solar dispara e já passa de 16 mil unidades no Brasil

    Geração residencial de energia solar dispara e já passa de 16 mil unidades no Brasil

    Mais de 16 mil unidades consumidoras de energia hoje também geram sua energia, com capacidade de produzir 182 MW, o equivalente a uma hidrelétrica de médio porte

    A geração “caseira” de energia solar virou um negócio grande no Brasil. O número de sistemas geradores instalados em residências, comércios e indústrias vem crescendo em ritmo acelerado e já chega a 16.311 unidades capazes de gerar 182 MW – o equivalente a uma hidrelétrica de médio porte –, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    De acordo com estudo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o crescimento da microgeração distribuída é impulsionado por três fatores principais: a redução de mais de 75% no preço da energia solar fotovoltaica; o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica nos últimos dois anos; e um aumento na consciência e responsabilidade socioambiental dos consumidores.

    As razões do aumento do número de “prosumidores”

    A expansão do número de “prosumidores” – o consumidor de energia elétrica que também é produtor de energia – ganhou força nos últimos anos. A primeira regulação sobre a instalação de minicentrais de energia de forma não centralizada (ou seja, nas próprias unidades consumidoras de energia) foi publicada em 2012, e apenas há dois anos, em 2015, avanços na regulação do tema permitiram uma real expansão do número de unidades.

    Entre esses fatores estava a possibilidade de o consumidor recolher o imposto somente sobre a energia líquida consumida, ou seja, a diferença entre o que ele produziu e entregou para a rede de distribuição e o que ele precisou receber da rede, em momentos sem sol ou de noite. A possibilidade de guardar créditos com a energia entregue para a rede para abater na conta de luz no futuro ou de usar esses créditos na conta de luz de outras unidades geradoras também só foi pensada em 2015.

    A queda nos juros de financiamento e aumento no preço da energia das distribuidoras também ajudou a tornar mais atraentes os investimentos para instalação das placas e sistemas inteligentes, com retorno do investimento mais rápido.

     

    Fonte: Gazeta do Povo.

     

     

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  • Taxa extra na conta de luz vai subir mais de 40% em novembro

    Aneel reajustou a taxa maior, a bandeira vermelha 2, que passará de R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 quilowatts consumidos.

    A Agência Nacional de Energia Elétrica propôs, na terça-feira (24), mudanças nas taxas extras cobradas na conta de luz. Por causa da crise nos reservatórios, a bandeira de nível mais elevado deve ficar 43% mais cara.
    A conta não está fechando. A Agência Nacional de Energia Elétrica diz que o dinheiro arrecadado com a bandeira tarifária, a taxa extra cobrada na conta de luz, não cobre mais o custo alto.

    As bandeiras funcionam como um sinal de preço: quanto mais cara a geração de energia maior o valor da bandeira. E é justamente a taxa maior, a bandeira vermelha 2, que vai ficar mais cara já em novembro: passará de R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 quilowatts consumidos: um aumento de mais de 40%.

    Já a bandeira vermelha 1 segue com o mesmo valor; a amarela cai de R$ 2 para R$ 1. E a verde continua em zero.
    Apesar de a bandeira vermelha 1 não ter subido e a amarela ter diminuído, isso não significa conta mais barata. É que o governo mudou o jeito de calcular o chamado gatilho, o momento de acionar as bandeiras. Hoje ele leva em conta a expectativa de chuva, mas a partir de novembro, vai considerar também o nível dos reservatórios. Isso quer dizer que a taxa extra provocada pelas bandeiras amarela e vermelha pode aparecer mais vezes na conta de luz, um adicional que atingirá o bolso do consumidor com mais frequência.

    “O sistema tem operado de maneira estressada, com pouca água nos reservatórios, e requerendo outras fontes de geração. Então, tipicamente térmicas, e agora mais recentemente a Aneel autorizou também a importação de energia da Argentina e do Uruguai, exatamente para tentar aliviar um pouco esse estresse pelo qual o sistema está passando”, explicou o diretor da Electra Energy, Fernando Umbria.

    A agência diz que a situação dos reservatórios é crítica e há falta de chuva, o que eleva os gastos. No Sudeste e Centro-Oeste, nas usinas responsáveis pela maior parte do abastecimento do país, o nível está em 18,77%, praticamente o pior da série histórica, que foi em outubro de 2014, 18,74%. E é menor que na época do racionamento em outubro de 2001, quando o nível estava em 21%. E a previsão é piorar: em novembro, o nível desses reservatórios deve chegar a 15%. Em 2001, no mesmo mês, estava em 23,19%.

    No Nordeste, o nível dos reservatórios é menos de 7%. Reservatórios baixos levam ao acionamento das termelétricas, que produzem energia mais cara. A energia gerada em hidrelétricas no Norte custa em torno de R$ 200 o megawatt/hora. Nas térmicas a óleo diesel, R$ 1,2 mil o megawatt/hora: seis vezes mais.

    A Agência Nacional de Energia Elétrica diz que não há risco de racionamento. “Risco de abastecimento não tem, mas cada vez mais temos que acionar recursos termelétricos que custa muito caro”, disse o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.

     

    Fonte: Jornal Nacional – G1.

     

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  • Setor solar fotovoltaico deve movimentar R$ 4,5 bi no Brasil, diz associação

    De acordo com a Absolar, País deve atingir a marca de 1 mil megawatts até o final 2017, com a criação de cerca de 20 mil novos empregos
    O setor solar fotovoltaico brasileiro está em franca expansão e deverá movimentar mais de R$ 4,5 bilhões até o final de 2017. A projeção é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), entidade nacional que representa o segmento, e foi divulgada nesta segunda-feira (30/10).

    De acordo com a associação, o Brasil deverá atingir a marca histórica de 1 mil megawatts (MW) da fonte solar fotovoltaica operacionais na matriz elétrica nacional ainda neste ano, saltando de aproximadamente 90 MW em janeiro, um crescimento de mais de 11 vezes no período.

    Com a evolução do setor em 2017, a Absolar projeta a criação de cerca de 20 mil novos empregos no País. Segundo estatísticas internacionais do setor, para cada megawatt instalado em um determinado ano, são gerados de 25 a 30 novos postos de trabalho qualificados.

    Radar

    O crescimento deste ano colocará o Brasil no radar dos principais mercados de energia solar fotovoltaica do planeta, e no seleto grupo das 30 nações que mais investem em energia renovável, limpa e de baixo impacto ambiental através do sol.

    “O Brasil possui um dos melhores recursos solares do mundo e, com um programa nacional estruturado para desenvolver este setor, poderá se tornar um dos dez maiores mercados fotovoltaicos nos próximos anos. Hoje já somos referência em energia hidrelétrica, biomassa e eólica, e não podemos ficar para trás na área solar, cada vez mais estratégica no setor elétrico internacional”, comenta o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia.
    Como funciona

    A energia solar é gerada pela luz do sol que incide diretamente – ou por meio de reflexo – em painéis de materiais semicondutores (silício). Esses últimos contêm células menores, que ficam dispostas em duas camadas, uma positiva e outra negativa. Quando a energia do sol chega, o material semicondutor faz com que os elétrons se movimentem entre as duas camadas e gerem uma corrente elétrica contínua.

    Como as pessoas consomem eletricidade por meio de uma corrente alternada, é necessário o uso de um inversor para transformar a corrente contínua.

    Distribuição

    O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, afirma que o órgão atua em duas vertentes para difundir a energia solar no Brasil. Uma é a geração distribuída, que vem crescendo conforme diminui o prazo para recuperar o investimento. Outra são os leilões para comprar energia solar de forma centralizada.

    Pepitone explica que o Brasil tem um grande potencial para a geração de energia solar, superior até ao de outros países onde esse tipo de fonte é bastante usado para gerar energia elétrica.

    “Observe que o pior sol do Brasil, que está lá no Paraná e tem uma irradiação de 1500KWh m2/ano, é superior ao melhor sol da Alemanha”, compara.

     

    Fonte: Correio.

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  • Construções do Minha Casa, Minha Vida passarão a ter painéis de energia solar

    Uma boa notícia para os beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida pode estar prestes a ser anunciada. De acordo com a posição do ministro das cidades Bruno Araújo, uma equipe estaria trabalhando para implementar uma portaria que determinasse que imóveis do programa ganhem painéis de geração de energia solar. A novidade teria sido anunciada pelo ministro durante um evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), segundo informações da Agência Brasil.

    A novidade surge após a divulgação de um estudo realizado em parceria com a Fiesp e com Furnas sobre a implementação de energia fotovoltaica nas unidades do programa habitacional. De acordo com o veículo, o ministro assegurou que novas informações sobre a decisão deverão ser anunciadas ainda nesta semana. A expectativa é que os imóveis construídos a partir de 2018 já estejam gerando energia solar.

    O estudo aponta ainda que o custo das moradias não deverá sofrer alterações com a implantação dos painéis de geração de energia fotovoltaica, que serão adicionados ao telhado das construções. Apesar disso, a energia solar não deverá substituir completamente a energia tradicional nos imóveis do programa, mas servir como um complemento, gerando parte da energia utilizada no imóvel e reduzindo o valor da conta.

    Desde a segunda fase do Minha Casa, Minha Vida, todas as residências do programa para famílias com renda de até três salários mínimos localizadas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste já precisavam vir obrigatoriamente equipadas com sistemas de captação de energia solar. O uso desta energia era destinado ao aquecimento da água do chuveiro, segundo informações do Portal Brasil.

     

    Fonte: Hypeness.

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  • Aneel eleva cobrança máxima da bandeira tarifária de R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 kWh

    Aneel eleva cobrança máxima da bandeira tarifária de R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 kWh

    Reajuste de 42,8% do patamar 2 da bandeira vermelha valerá já para o mês de novembro. Proposta da Aneel, no entanto, também passará por consulta pública, onde pode ser alterada.

    A agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (24) um aumento de 42,8% para o valor do patamar 2 da bandeira tarifária vermelha. Com o reajuste, a taxa extra cobrada nas contas de luz quando essa bandeira é acionada passará de R$ 3,50 para R$ 5,00 a cada 100 kWh consumidos.
    Segundo a decisão da Aneel, o novo valor passará a valer já a partir de novembro. Entretanto, se trata de uma proposta que passará por audiência pública e poderá ser alterada em uma votação posterior à audiência.
    De acordo com o diretor da Aneel Tiago Correia, a aplicação imediata do novo valor vai evitar um déficit ainda maior na conta que arrecada os recursos das bandeiras tarifárias, que já registra prejuízo.
    Esses recursos são usados para cobrir o aumento no custo da geração de energia no país, que ocorre quando a falta de chuvas faz cair muito o nível de armazenamento de água dos reservatórios das hidrelétricas e é necessário acionar mais termelétricas – que geram energia mais cara.
    Nesse momento, a estiagem atinge os reservatórios das principais hidrelétricas do país e ao longo de outubro já está valendo o patamar 2 da bandeira tarifária vermelha. Neste mês, o valor da bandeira inda será de R$ 3,50 para cada 100 kWh consumidos
    A proposta da agência reguladora manteve em R$ 3,00 o valor do patamar 1 da bandeira vermelha. Já a taxa da bandeira amarela cairá pela metade, de R$ 2 para R$ 1 a cada 100 kWh consumidos.

    Mudança no gatilho
    Em compensação, a Aneel alterou também os gatilhos de acionamento das bandeiras. O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, explicou que a mudança da metodologia permitirá que o acionamento da bandeira passe a levar em consideração também o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
    Hoje, para o acionamento das bandeiras, são analisados o custo de geração da térmica mais cara acionada e a expectativa de chuvas.
    Com a mudança, a bandeira amarela deve passar a ser acionada antes do que geralmente ocorre.
    A mudança nos patamares foi proposta depois que a Aneel verificou que os atuais valores não têm sido suficientes para pagar pelo custo extra de geração da energia com o uso mais intenso de termelétricas.
    Com os reservatórios das usinas hidrelétricas cada vez mais baixos, por causa da falta de chuvas, o sistema elétrico depende cada vez mais de usinas térmicas, que geram energia mais cara pois funcionam por meio da queima de combustíveis.

     

    Fonte: G1.

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