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  • ANEEL anuncia aumento de conta de luz e hotéis economizam com sustentabilidade

     

    A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou que a bandeira tarifária na conta de energia elétrica será vermelha a partir deste mês de outubro, ou seja, com acréscimo de R$ 3,50 a cada 100 quilowatts-hora (kwh) consumidos na conta de luz.

    Um dos setores que “sofre” com a cobrança do consumo de energia é a rede hoteleira. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2016 – Pesquisa de Serviços de Hospedagem – há em torno de 31.299 estabelecimentos no país, que possuíam 1.011.254 unidades habitacionais (suítes, quartos e chalés) e 2.407.892 leitos.

    A maior parte da rede hoteleira do Brasil está no Sudeste com 41,8% dos estabelecimentos. Em segundo vem o Nordeste com 23,6%. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia são os estados líderes em número de estabelecimentos de hospedagem e, juntos, são responsáveis por 48% do total dos hotéis.

    Para driblar os custos, muitos hotéis têm buscados energias alternativas, assim como é o caso do Hotel Pousada Vale do Sol, em Pompéia –SP, que investiu cerca de R$ 230 mil em energia solar (energia fotovoltaica). De acordo com o proprietário José Carlos de Sá, ele optou pelo sistema por ser uma energia limpa e pela redução de custo.

    Desde que instalou os equipamentos em 2015 houve uma queda considerável em sua conta. “Chegamos a pagar R$ 8.600,00 reais por mês, e após instalação nunca ultrapassamos R$ 2.500,00”, afirma José Carlos. O sistema implantado abastece diversas atividades no hotel, como: lavanderia, iluminação externa e interna, campo de futebol, quadra de tênis, cozinha, câmara fria etc.

     

    Fonte: MS Notícias.

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  • EUA: investimento em energia renovável evitou 12 mil mortes. E no Brasil?

    Dado consta de estudo publicado na revista científica Nature Energy; óbitos seriam causados por problemas de saúde relacionados à poluição do ar

    Substituir o uso de combustíveis fósseis (originários do petróleo e do carvão) por alternativas menos poluentes contribui para a melhoria da qualidade do ar, o que reduz os riscos de mortes prematuras. A conclusão é de um estudo da Universidade de Berkeley, na Califórnia (EUA), publicado em agosto na conceituada revista científica Nature Energy.

    A pesquisa demonstra que, entre 2007 e 2015, a melhoria na qualidade do ar de várias cidades americanas levou a uma economia entre US$ 29,7 bilhões e US$ 112,8 bilhões – dependendo da região – e poupou de 3 mil a 12,7 mil mortes prematuras que seriam causadas por problemas de saúde relacionados à poluição do ar. Os investimentos em energia solar e eólica teriam sido, portanto, fundamentais para esses números, aponta o estudo.

    Enquanto no Brasil a maior fonte de geração de energia são as hidrelétricas, os Estados Unidos têm o gás natural e as termelétricas movidas a carvão como principais vetores de sua matriz energética.

    O principal autor do estudo, Dev Millstein, afirmou que o maior benefício da melhoria na qualidade do ar reside no fato de que a redução na emissão de poluentes ajudou a evitar milhares de mortes. “Também houve diminuições na incidência de asma, bronquite, enfartes não-fatais, visitas ao pronto-socorro por problemas respiratórios, cardiovasculares e nas faltas ao trabalho e escola”, acrescentou.

    E no Brasil?

    Aqui no Brasil, apenas na cidade de São Paulo, 12.796 vidas seriam poupadas até 2050 caso houvesse 100% da substituição do diesel pela matriz elétrica. A mudança também evitaria gastos da ordem de R$ 3,8 bilhões por causa da perda de produtividade decorrente das mortes, segundo estudo do Instituto Saúde e Sustentabilidade, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), divulgado no último mês de maio.

    A pesquisa analisou três cenários elaborados pela organização não governamental Greenpeace. O pior reflete a continuidade das políticas públicas atuais. Se mantida essa situação até 2050, seriam contabilizadas 178.155 mortes que podem ser atribuídas à poluição do ar por causa da emissão de material particulado fino, uma característica do uso do diesel.

    De acordo com um dos autores do estudo, o médico Paulo Saldiva, diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), os poluentes da queima do diesel podem aumentar o risco de derrame, além de câncer de pulmão e bexiga.

     

    Fonte: Correio.

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  • Muito além da economia de energia: as catástrofes ambientais causadas pelas fontes de energia não renováveis

     

    Todo ano e, até várias vezes no mesmo ano, a história se repete: aumento na tarifa de energia elétrica. O motivo normalmente é o custo da geração desse tipo de energia e o seu consumo inconsciente. No Brasil, por exemplo, as principais fontes de produção são a hidroelétrica e de combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás natural).

    A usina hidrelétrica, fonte que gera 90% da energia do país, envolve desvio do curso do rio e, portanto, pode causar grandes impactos ambientais como: remoção de moradores deixando desalojados (alguns casos até reservas indígenas), mudança climática, desaparecimento de espécies de peixes, morte de alguns animais e/ou fuga para refúgios secos, alagamento de florestas (que resulta em apodrecimento de madeira embaixo da inundação e libera gás metano) bem como desmatamento para realização da obra que tem altíssimo custo, muitas vezes financiado com dinheiro público ou, quando de empresa privada, revertida na conta de luz.

    Em território brasileiro, ainda que bastante explorados, os combustíveis fósseis estão atrás da fonte hidroelétrica em termos de porcentagem da produção total, mas ainda assim é um número bem expressivo. Porém mundialmente falando, o número é elevadíssimo correspondendo a 80% do total da energia utilizada no mundo. O fato de ser a fonte mais utilizada no planeta é assustador, pois são justamente eles os responsáveis pela maior parcela da poluição ambiental e efeito estufa em virtude da liberação de gases tóxicos.

    A água e os combustíveis fósseis são chamados equivocadamente de “fontes renováveis”, sendo que sabemos que ambos são esgotáveis, tanto a água essencial para toda forma de vida (humana, fauna e flora) que está cada vez mais escassa, quanto os combustíveis fósseis que são formados pela decomposição de matéria orgânica por milhões de anos, não havendo tempo suficiente de sua reposição na mesma escala e consumo humanos. Considerando o constante desenvolvimento das cidades e o consumo insconsciente, a matriz energética atual não é sustentável e estima-se que até 2030 haja aumento de 60% do consumo, sendo insuficiente a produção atual e necessária a implantação de ainda mais fontes de geração de energia.

    Ponderando todas as catástrofes ecológicas por estas fontes não sustentáveis, certamente é emergencial buscar uma alternativa limpa e sustentável para suprir esta demanda. Embora a energia eólica seja mais limpa do que as mencionadas, ela ainda é incômoda para os moradores devido ao barulho, vibração das hélices e a poluição visual, além de perturbar o fluxo migratório de aves, como acontece na Espanha, por exemplo.

    A energia solar, no entanto, é uma energia limpa, renovável e de baixo impacto ambiental, pois se utiliza da luz do sol, que possui grande incidência no território brasileiro e incide em todo o mundo. O funcionamento é silencioso e tem longa vida útil, sendo necessário apenas manutenções de limpeza semestral, com uma instalação ágil e prática feita por técnicos especializados. Com a energia solar é possível reduzir a quase zero a conta de energia e, portanto, obter o retorno do investimento inicial. Além disso, há kits para instalação residencial ou industrial.
    Se a solução é tão fácil e acessível, por quanto tempo ainda continuaremos pagando o preço altíssimo da destruição da natureza e de tantas vidas? Temos que repensar nosso consumo, nossos hábitos e melhorar o planeta em que vivemos.

     

    Fontes:
    Mundo Educação – Geografia – Fontes de Energia do Brasil.

    Greenpeace – Notícias – Um erro chamado de hidrelétrica.

    Mundo Estranho – Ambiente – Qual o impacto ambiental da instalação de uma hidrelétrica?

    Engenharia Sustentável – Combustíveis fósseis e seus impactos ambientais, sociais e geopolíticos.

    Guia do Estudante – Resumo de Geografia: Fontes energéticas e suas relações econômicas.

    Mosaico – Nova Era da Eletricidade para economia de energia sustentável.

    Autossustentável – A Energia Solar no Brasil e Seus Benefícios.

    Foto: Brasil 247.

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